<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064</id><updated>2011-08-02T21:03:33.565-07:00</updated><category term='Hobsbawm'/><category term='Celso Furtado'/><category term='Século XIV'/><category term='Giovanni Bocaccio'/><category term='Decamerão'/><category term='Economia'/><title type='text'>Hipertexto</title><subtitle type='html'>Impressões de leitura.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7279972638959471507</id><published>2011-05-01T13:48:00.001-07:00</published><updated>2011-05-01T14:18:33.131-07:00</updated><title type='text'>Sobre a Líbia</title><content type='html'>Gente, para tudo que hoje eu quero relembrar de uma pessoa que perdi há mais de dez anos, quando eu ainda era adolescente, mas que vai ser sempre muito especial para mim: a minha avó Líbia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, o nome dela era Líbia, nome do país que exatamente neste momento está atravessando uma situação caótica – infelizmente, a cobiça dos “homens lá de cima” se abateu sobre o norte da África mais uma vez.&lt;br /&gt;É muito engraçado mas outro dia, olhando bem para o meu sobrinho, filho da minha prima Fernanda, e para a Melinda, notei que tem uma certa semelhança no formato dos olhos, bem redondos, bem grandes, que me faz suspeitar uma origem comum: os olhos da minha avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha prima disse que já não conseguia lembrar de memória, e eu fiquei meio apavorada. Será que já estamos esquecendo de algumas coisas dela? Reza a lenda que ela dava uns beliscões de vez em quando com aquelas unhas compridas que ela tinha, mas isso eu não me lembro não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em unhas, vamos começar o rol de lembranças pelas mãos: eu adorava as mãos da minha avó – pasmem! – por causa do cheiro do cigarro que ficava nelas. Dá para acreditar? Eu, que detesto cigarro hoje em dia, até evito andar na mesma calçada de quem está com um cigarro aceso, simplesmente adorava aquele cheiro (lembro dela árdua e pacientemente desembaraçando meus cabelos com Bycream – será que é assim que se escreve? – e lembro claramente de sentir aquele cheiro nas mãos dela). &lt;br /&gt;Já não lembro que marca ela fumava. Belmonte? Hollywood era o meu pai, o dela acho que era outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro muito, muito mesmo, de uma plaquinha que ela tinha pendurada na cozinha que dizia: “Não faça da sua língua uma arma: a vítima pode ser você”. Meu Deus, em casa, na família, no trabalho, em quantas situações me lembro dessa frase, quantas vezes me calo sobre certos fatos porque consigo ter a lucidez de que certas coisas é melhor calar e não passar adiante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a lembrança que eu tive hoje e que me obrigou a sentar aqui e escrever foi um gesto simples que tive antes de sentar na frente do computador: nesses tempos de Aedes Aegypt, me lembrei  de borrifar um raid protector da vida nos cantinhos do escritório antes de começar a escrever. Talvez porque o recipiente do inseticida fosse alaranjado, me lembrei na hora da BOMBA DE FLIT!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I8pWglOzVuA/Tb3HeIxN0JI/AAAAAAAAAB4/ZqhsCOvdvqM/s1600/flit.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-I8pWglOzVuA/Tb3HeIxN0JI/AAAAAAAAAB4/ZqhsCOvdvqM/s400/flit.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601852832082677906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neto de dona Líbia que se preze não pode se esquecer da bomba de flit. Todas as noites, nos fins de semana pelo menos (que era quando estávamos todos juntos na casa dela, em Sepetiba), quando dava por volta de umas 19h-20h, lá vinha ela com a bombinha de flit, flitando a casa toda para garantir que nós, alérgicos a mosquito, não saíssemos de lá todos empolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem tantas outras coisas que me lembro dela... do pavê (mal chegávamos na casa dela e já vinha: “vó, tem pavê?”), que é até hoje meu doce favorito, do bolo (cuja massa disputávamos com violência, choros e alguns empurrões), das torradas feitas de pão. Também tenho uma lembrança maravilhosa do seu macarrão, que ninguém faz igual (bem, o da minha tia Léia até que chega perto), e também do cheiro do café que ela preparava no coador de pano de manhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era atenta ao que comíamos: se queixou muito uma certa época em que eu só queria saber de comer ovo. Adorava quando limpávamos o prato. “Vovó gosta assim, quando come tudinho”. Penso que a comida era o seu jeito de nos ser carinhosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando queríamos escrever, ela trazia sempre um papel de pão. Se queríamos água – ai, que remorso -, gritávamos lá da sala, “vóoooo... quero áaaaaagua”, de um jeito meio arrastado. Porque ela preferia assim: não gostava de criança na sua cozinha, se quiséssemos qualquer coisa, preferia que pedíssemos e que ela viesse trazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um corpo magro e ágil. Andava arrastando as chinelas, eu consigo me lembrar desse som muito bem. Era incansável: a primeira a levantar, a última a se deitar. Também era a última a se servir, e sempre colocava uma banana na comida – hábito que, se não me engano, o meu irmão incorporou também. Sempre dava boa noite aos apresentadores do Jornal Nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, fica aí o convite para que todos aqueles que conheceram a minha avó Líbia escrevam alguma coisa sobre ela!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7279972638959471507?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7279972638959471507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2011/05/sobre-libia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7279972638959471507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7279972638959471507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2011/05/sobre-libia.html' title='Sobre a Líbia'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-I8pWglOzVuA/Tb3HeIxN0JI/AAAAAAAAAB4/ZqhsCOvdvqM/s72-c/flit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-5278446633565181136</id><published>2011-04-06T04:37:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T04:41:29.585-07:00</updated><title type='text'>У Врача? Нет!</title><content type='html'>это моё второе сочинение по русское (первое так плохо, что я предпочитала не опубликовать).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(corrected by моя русская преподавательница Елеонора)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Я знаю, что я должна часто ходить к врачу, но я не люблю. Я только хожу к зубному врачу, например, потому что он звонит мне. Я должна идти туда, в его кабинет, раз в семестр, но я хожу только раз в год. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Действительно, я не люблю не враей, не больницы, не лекарства. Когда я болею гриппом, например, я ничего не делаю. Но я должна сказать, что я редко болею. Последный раз я серёзно заболела десять  лет назад — у меня был лихорадка денге. Я лежала в больнице три дня. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; К сожалению у меня было много друзей и родственников, каторые лежали в больнице. Моя любимая бабушка, например, умирала в больнице. Я забыла в которой больнице она умирала — может быть Больница Бенефисенсия Португеза. В городе где я живу, есть разнообразные больницы: Копа Дор, Больница Ларанжейрас, Больница Сау Лукас, и так далее.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Как я уже писала, я редко болею. Я совсем забыла, когда последний раз я была целый день в постели.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-5278446633565181136?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/5278446633565181136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2011/04/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5278446633565181136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5278446633565181136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2011/04/blog-post.html' title='У Врача? Нет!'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3531331000999106956</id><published>2011-04-04T05:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T05:24:56.763-07:00</updated><title type='text'>English Practice</title><content type='html'>Theme: Today, the high sales of popular consumer goods reflect the power of advertising and not the real needs of the society in which they are sold. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To what extent do you agree or disagree? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Taken from CAE). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrected by Lorikeet at Dave ESL Cafe Help Center.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I agree with the idea that the high sales of popular consumer goods reflect the power of advertising and not the real needs of the society in which they are sold. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A very simple but evident example is the rising level of obesity that has become a common denominator in most of the richest nations (which are the most exposed to advertisements). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obesity - a disease of excess body fat, characterized by a body mass index equal or over 30 - can be caused by a range of reasons, but basically it is related to an imbalance between the amount of energy we absorb (through food intake) and the amount of energy we spend. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why are people consuming much more energy than they really need? I strongly believe that one of the reasons is an excess of ads concerning products with high amounts of fat and/or sugar (though poor in terms of nutrients). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;People consume a lot of products they should not, not because they need to, but because they were convinced they should do so. This is surely the case with soft drinks, for instance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another illustrative example: the number of people devoting much of their income to buying expensive cars. A lot of people insist on having a car even when half of their income is spent on it. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have young friends who, despite living in neighborhoods close to subway stations or well served in terms of bus service, or close enough to their offices that they could walk or ride a bike to work, spend a large part of their wages paying off installment debts to buy a car. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am convinced that many of them have not given a second thought to the fact that having a car involves lots of costs – taxes, insurance coverage, gasoline and soaring prices for parking – and if they had rationally analyzed the cost benefit ratio of it, the idea of having a car would no longer seem attractive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why do they behave like this? I think most of them probably have been seduced by car advertisements – since they were kids, ads have conveyed the idea that they would be no one if they could not buy the latest car model. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These examples show the strong influence that advertisements can have over the consumer habits of societies, proving it true that advertising – rather than real needs – is the the main factor behind the high sales of some consumer goods.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3531331000999106956?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3531331000999106956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2011/04/english-practice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3531331000999106956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3531331000999106956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2011/04/english-practice.html' title='English Practice'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-891398113519252825</id><published>2010-08-22T07:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-22T07:13:27.205-07:00</updated><title type='text'>Toni e eu</title><content type='html'>Lá estava eu, à 1h da manhã, arrastando a leitura de “Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, que faz parte da bibliografia do mestrado que pretendo realizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, arrastando, porque eu confesso que a linguagem fragmentária, por vezes deliberadamente enigmática, linguagem-código de Debord – que assume isso algumas páginas depois – foi me dando um sono danado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que chego a uma parte do livro que na verdade é o prefácio escrito pelo filósofo para a edição italiana, e a linguagem desabrida, sem papas na língua, me despertou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio pela primeira vez sobre o sequestro e morte de Aldo Moro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo Moro, Aldo Moro, Aldo Moro, nunca ouvi falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte – hoje – decidi pesquisar quem foi Aldo Moro na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, me chamou a atenção que tenha sido assassinado em 9/5, data de nascimento da minha filha mais velha. Depois, nova surpresinha: foi sequestrado na mesma data do meu aniversário, exatos quatro anos antes de eu nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe essas coincidências bobas mas que te chamam a atenção? “Que coisa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí veio a informação que realmente me tirou o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos acusados de tramar o sequestro e assassinato de Aldo Moro simplesmente foi... Antônio Negri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, Negri, autor de “O Império”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Toni”, o simpático senhor que conheci em 2005 quando, em visita ao Brasil, ele ia realizar uma palestra no Gustavo Capanema, centro do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava na faculdade, colaborando para o projeto do site TJ.UFRJ. Júlia Salgado de câmera na mão, eu de microfone em punho, e perguntando ao Negri qual o papel do intelectual hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...minha primeira entrevista internacional... e Io no parlo italiano... e ele não parlava inglês...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que olhei aquele senhor de pele curtida e cabelos brancos e jamais imaginei que passara os últimos anos preso, e que tivera uma vida para lá de movimentada, uma vida que eu não vejo na maior parte dos ditos intelectuais brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos intelectuais de muita saliva e pouco suor, de cujo habitus sou meu tanto herdeira, para minha infelicidade e frustração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-891398113519252825?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/891398113519252825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/08/toni-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/891398113519252825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/891398113519252825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/08/toni-e-eu.html' title='Toni e eu'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-6113209835631010092</id><published>2010-01-29T05:27:00.001-08:00</published><updated>2010-01-29T05:27:39.020-08:00</updated><title type='text'>Um encontro</title><content type='html'>As linhas seguintes fogem à proposta deste blog de ser uma análise de leituras. Trata-se de crônica de um encontro que se passou no 21 de janeiro de 2010. Como os blogs fazem as vezes de diários virtuais, creio que não há nada demais em querer deixar registrado esse dia tão prosaico e ao mesmo tempo tão especial, quando, à uma mesa do restaurante do Jockey Club, à hora do almoço, sentaram-se duas pessoas que eu tencionava reunir já há algum tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, Feliks Zalcman, analista de sistemas da Petrobras que há mais de quatro décadas se dedica à informática na petrolífera brasileira, protagonizando alguns de seus momentos decisivos. Nascido no ano de 1941 em Iecaterimburgo, cidade russa que no passado soviético chamou-se Sverdlovsk, migrou com a família para o Brasil no ano de 1960,  fugindo à perseguição política – seu pai, que chegou a ser uma liderança no Partido Comunista, tornara-se um dia um dissidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Feliks por conta de atividades profissionais; trabalhando na área de comunicação da unidade de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, fiz dele um perfil para divulgação num veículo de  mídia interno em novembro de 2009. Foram quatro dias de entrevistas, ao longo dos quais me tornei uma fã de seu trabalho e personalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da mesa, Luiz Carlos Ribeiro Prestes, que atua na área de desenvolvimento econômico do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Carioca, nascido em 1959 no bairro de Jacarepaguá, migrou com a família para a União Soviética no ano de 1970 devido à perseguição política – seu pai, Luiz Carlos Prestes, liderança no Partido Comunista Brasileiro, tornara-se um clandestino desde o golpe de 1964. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Luiz Carlos por conta de atividades profissionais; trabalhando no Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ, fui designada para entrevistá-lo quando do lançamento do livro “Cadeia Produtiva da Economia da Música”, em dezembro de 2004. Foi uma tarde inteira de entrevista e, insuspeitadamente àquela época, alguns anos mais tarde viria a me tornar sua mulher e mãe orgulhosa de sua filha caçula, Melinda Prestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ásperos das divergências ideológicas ficam de lado. Em seu lugar, despontam as memórias identitárias, o sem número de referências culturais comuns - poéticas, musicais, midiáticas, políticas. Alguns nomes raramente conhecidos do lado de cá do globo. O repertório de piadas, em especial, produz (hilária) identidade... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento não ter registrado em imagem aquela tarde clara, a luz imensa de janeiro do Rio vencendo o voal das cortinas. Mas talvez tenha sido melhor assim; talvez não fosse tão belo ou tão relevante para o resto do mundo virtual o semblante tranquilo daqueles dois presentes. A intimidade dos significados dentro de uma alma, no fim das contas, nunca pode ser de fato devassada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-6113209835631010092?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/6113209835631010092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/01/um-encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6113209835631010092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6113209835631010092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/01/um-encontro.html' title='Um encontro'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-678762654671831940</id><published>2010-01-11T08:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T10:42:07.024-08:00</updated><title type='text'>2010/01 - A Alma Encantadora das Ruas</title><content type='html'>A mais baixa pária da sociedade carioca, aquela gente sem eira nem beira, desgraçada mesmo, lupemproletariat: essa é a matéria prima a partir da qual João do Rio escreve as crônicas reunidas em “A Alma Encantadora das Ruas”, que comecei a ler ainda no ano passado, presente de aniversário do meu enteado e sua esposa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João do Rio (pseudônimo de Paulo Barreto) teve estômago para ver de perto uma cidade ignorada dentro da cidade. Vasculhou os meandros mais infectos e travou conhecimento com aqueles seres que costumeiramente olhamos de canto de olho, com fingida indiferença, carregando um quê de repúdio e um outro tanto de curiosidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse noutro tópico que Lima Barreto descreve em &lt;a href="http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/clara-dos-anjos-e-outras-historias.html"&gt;“Clara dos Anjos”&lt;/a&gt; o Rio de Janeiro dos subúrbios que raro vemos em Machado de Assis; já João do Rio, em “A Alma...”, retrata o Rio das sarjetas, dos cantos obscuros, abafados e fétidos. Digamos que, enquanto Machado de Assis fala de um Rio nobre, Lima Barreto fala de um Rio pobre e João do Rio chega a um Rio miserável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele descreve o descaminho das gentes estrangeiras em sua própria cidade, cujos dramas não chegam a comover nem interessar a ninguém - quando muito, estarrecem como um fait diver. Mas é meritoso da parte do autor o dar-lhes um registro na memória, e um nome também; ainda que suas trajetórias se repitam numa poeira sem identidade, ainda que não tenham importância em sua individualidade, o jornalista faz questão de nomear cada uma das personagens que povoam suas crônicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, essa massa esquecida consegue se reproduzir ao longo das décadas: escrito nos primeiros anos do século XX, os cenários narrados por João do Rio em “A Alma encantadora das Ruas” são essencialmente idênticos a muitos dos que nos rodeiam até hoje, mais de cem anos depois: mendicância, vício, misérias mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, estranhei um pouco o estilo muito palavrório e enfeitado do autor. Alguns textos mais parecem panfletos. Mas acho que seu escrever não destoa muito da maior parte dos jornalistas/escritores da época. João do Rio, ao que parece, sintetizou os vícios e as virtudes dos jornalistas de então. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem foi João do Rio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão veio à baila durante um churrasco em família, por um grupo que vai desfilar no Império Serrano este ano e não quer fazer feio se as equipes de reportagem que acompanham o desfile eventualmente fizerem umas perguntinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu conhecia o trabalho do autor dos tempos de faculdade, mas a vontade de conhecê-lo melhor veio mesmo após a leitura de &lt;a href="http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/historia-da-imprensa-no-brasil.html"&gt;História da Imprensa no Brasil&lt;/a&gt;. Não é que Werneck Sodré renda muitas homenagens a João do Rio, mas, segundo ele, ao lado de Alcindo Guanabara, Paulo Barreto seria uma das figuras dominantes e mesmo caracterizadoras da imprensa brasileira no início do século XX, sendo aquele “mais jornalista que escritor” e este, “mais escritor que jornalista”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizado como “misto de suíno e símio” no romance “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto (espécie de sátira meio ressentida do jornalismo de então), definido como “volumoso, beiçudo, muito moreno, liso de pêlo”, no dizer do colega de jornalismo e ABL Gilberto Amado, João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Barreto (1881-1921)  foi, no entender de Wenerck Sodré, um desses homens de muito talento que, no entanto, se perdem nos deslumbres da fama e da glória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Membro da academia, lido, admirado, Paulo Barreto preocupava-se apenas em administrar essa glória. E há poucos exemplos, mesmo num país de glórias efêmeras como o nosso, nessa época, de sucesso tão transitório, apesar de tão brilhante.  Como todos os que colocam as suas energias mais na vida literária do que na obra literária, Paulo Barreto brilhou e passou – apagou-se depressa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que para nós, que assistimos há cerca de uns dez anos a uma retomada do interesse por sua obra (vide, aliás, a escolha como enredo para um desfile de escola de samba), essa sentença de Werneck Sodré pode parecer injusta ou equivocada. Mas é preciso compreender que, para aqueles que assistiram ao apogeu do autor, deve ter sido curioso observar o posterior silêncio, que durou quase um século, acerca de sua obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça-se, por  exemplo, rápida comparação com Lima Barreto: seus romances, por vezes, foram impiedosamente boicotados pelos grandes jornais da época; nunca chegou a ser admitido na ABL, apesar de sem-número de tentativas; morreu pobre e sem juízo. O tempo passou, foi-se a matéria, ficou a glória. Hoje, reconhecido, é leitura obrigatória até nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz pensar nos artistas contemporâneos que investem mais em marketing e holofotes que na qualidade do seu trabalho. Gente de algum talento, até, mas que, para infelicidade da humanidade, são mais afeitos à cor do dinheiro que ao valor das suas obras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra ganhar dinheiro produzindo cultura, afinal, grandes mestres como Da Vinci, Shakespeare e Dumas produziam, sobretudo, como forma de obter sustento e renda. Mas conciliavam essa necessidade pecuniária a um trabalho realmente genial. O que não é o caso de muito pseudoartista famoso de atualmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-678762654671831940?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/678762654671831940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/01/alma-encantadora-das-ruas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/678762654671831940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/678762654671831940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/01/alma-encantadora-das-ruas.html' title='2010/01 - A Alma Encantadora das Ruas'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1329876754877845031</id><published>2010-01-04T04:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T11:24:11.206-08:00</updated><title type='text'>30. Breve romance de sonho</title><content type='html'>Trigésimo e último livro de 2009 (concluí a leitura exatamente no dia 31 de dezembro). Penso que muitos casais poderiam lê-lo juntos como forma de complementar ou inaugurar uma terapia de casal, ou pelo menos para criar coragem de lançar um olhar e trocar palavras sobre temas, no mais das vezes, vertiginosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quem não tem tempo vai arranjar algum, porque o "Breve" do título faz juz à realidade: são menos de cem páginas, com uma atmosfera de suspense, e a tradução de Sérgio Tellaroli me pareceu muito boa. O texto está rico no que diz respeito ao português. Se foi fiel ao alemão original, isso não sei dizer (ainda!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o primeiro livro de Arthur Schnitzler que li na vida, não conhecia este autor admirado por Freud, e gostei muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1329876754877845031?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1329876754877845031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/01/30-breve-romance-de-sonho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1329876754877845031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1329876754877845031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2010/01/30-breve-romance-de-sonho.html' title='30. Breve romance de sonho'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8087468801418572497</id><published>2009-12-28T06:49:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T10:43:50.691-08:00</updated><title type='text'>29. Lavoura arcaica</title><content type='html'>Esbarrei com este livro nas estantes da minha querida tia Léia quando havia acabado de fraturar um dedo do pé num acidente doméstico. Imobilizada, logo no primeiro dia passei da metade. Até então nunca havia lido nada de Raduan Nassar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei do estilo do autor, mas fiquei meio decepcionada com a trama em si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raduan Nassar tem o dom da palavra; embora o texto seja rico em adjetivos e advérbios, cada palavra parece ter sido muito bem calculada, cada expressão tem significado preciso, cada termo tem um papel a cumprir. Parece poesia em prosa. É bem diferente de &lt;a href="http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/sombra-do-vento.html"&gt;"A Sombra do Vento"&lt;/a&gt;, por exemplo, cujas páginas exigem um pouco de esforço para quem não tem muita paciência para lero-lero, pois Zafón é meio palavroso, muitas vezes usa as palavras de modo menos informativo que decorativo. Nassar consegue conciliar as duas coisas. Tem um quê de Clarice Lispector, de deixar o leitor encafifado, "foi isso mesmo o que eu entendi?", "Foi". "Ou talvez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à trama... aí achei meio sem graça. Bateu uma sensação similar àquela que tive quando da leitura de &lt;a href="http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/complexo-de-portnoy.html"&gt;"Complexo de Portnoy", de Philip Roth&lt;/a&gt;, de que certos temas podem ter sido surpreendentes trinta anos atrás, mas hoje, não escandalizam os 'mudernos'. Vide os aplausos para o filme "Do Começo ao Fim", de Aloizio Abranches. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não faz mal, fiquei com vontade de ler mais livros de Nassar só pelo modo como ele explora a língua portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8087468801418572497?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8087468801418572497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/29-lavoura-arcaica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8087468801418572497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8087468801418572497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/29-lavoura-arcaica.html' title='29. Lavoura arcaica'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7617979637144390618</id><published>2009-12-16T10:43:00.003-08:00</published><updated>2010-01-04T11:23:05.587-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giovanni Bocaccio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Século XIV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decamerão'/><title type='text'>28. Decamerão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzDHKkDf--I/AAAAAAAAABA/AfmXAlUczXc/s1600-h/800px-Waterhouse_decameron.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzDHKkDf--I/AAAAAAAAABA/AfmXAlUczXc/s320/800px-Waterhouse_decameron.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418049336017681378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito entre 1348 e 1353 por Giovanni Bocaccio, o "Decamerão" é um conjunto de cem novelas sobre os mais variados temas da vida humana. A maior contribuição que me trouxe foi entender que o ser humano sempre foi o que é. Que certas coisas sempre existiram (pelo menos nos últimos setecentos anos) e provavelmente vão sempre existir, pois são fruto das paixões humanas, daquilo que não se pode controlar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelo que considero até menos surpreendente, a questão da infidelidade, em particular, a feminina. Muitos episódios falam de damas supostamente virtuosas e esposas ditas honestas que realizam façanhas sexuais dignas de nota (o sétimo dia, aliás, reúne dez histórias inteiramente dedicadas às burlas cometidas pelas esposas contra seus maridos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, porém, este livro da Idade Média é bem menos moralista que muitos romances do século XIX e XX. Se em obras como Madame Bovary, Ana Karênina, o Primo Basílio ou Lady Chatterley's Lover as adúlteras têm sempre um quê de loucas, uma trajetória dramática ou um fim trágico, ou tudo isso junto, no Decamerão, a tônica é outra; elas desfrutam das delícias do amor sem remorso, entregam-se menos por um sentimento elevado de paixão que por desejos do ventre, mas no mais das vezes se dão bem no final. A coisa mais parecida com isso que já havia lido antes foi "Gabriela, cravo e canela", cuja protagonista, no entanto, não deixou de levar "uma surra de criar bicho" de seu Nacib, no fim das contas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros temas também hoje tabu no campo da sexualidade, como a zoofilia e a necrofilia, são o pano de fundo de algumas histórias, caso, respectivamente, da décima novela do nono dia (quando o padre Gianni diz que vai realizar o feitiço destinado a transmudar a esposa do cumpadre Pedro em égua) e da quarta novela do décimo dia (embora o tema seja a nobre generosidade do senhor Gentil dei Carisendi, que devolve a Niccoluccio Caccanimico sua esposa tida como morta, o fato é que ele havia descoberto que ela fora enterrada viva porque a havia retirado da sepultura para... "amá-la"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oitava novela do oitavo dia, após uma trama envolvendo dois casais vizinhos, cada um dos maridos fica com duas esposas, e cada esposa, com dois maridos; e na décima novela do quinto dia, o amante deixa a casa da mulher casada sem saber se durante toda a noite serviu a ela ou a seu marido, Pedro de Vinciolo, que não era muito chegado àquilo que gostam, ou devem gostar, os homens... parece até enredo daquelas histórias publicadas em revistas femininas de quinta (ou "semanais populares", no jargão dos marqueteiros) para espicaçar a imaginação de respeitáveis donas de casa. Mas não se vexem de ler o livro, que tudo isso, por incrível que pareça, é descrito com galhardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa curiosa que notei é que muitas piadas que circulam por email nos dias de hoje são histórias do Decamerão (sabe aquela em que a esposa vai atender a porta enrolada numa toalha de banho, vê que é o melhor amigo do marido e ouve dele a proposta "te dou cinco mil reais se deixar cair a toalha"? E depois de aceitar descobre que aquele dinheiro nada mais era que uma devolução do amigo ao marido? Pois é...). Fora autores de livros infantis que recontam novelas do Decamerão sem dizer a fonte... fico sem saber se por malícia ou ignorância mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que esta obra reflete um momento de transformação na Idade Média, pois muitos dos relatos se opõem frontalmente à concepção religiosa que permeava o mundo de então. As novelas que debocham descaradamente das figuras de frades, bispos, freiras, padres, etc e das concepções misticistas daquela época são particularmente interessantes. Nota-se que homens lúcidos, como Boccacio, sempre existiram também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7617979637144390618?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7617979637144390618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/decamerao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7617979637144390618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7617979637144390618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/decamerao.html' title='28. Decamerão'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzDHKkDf--I/AAAAAAAAABA/AfmXAlUczXc/s72-c/800px-Waterhouse_decameron.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7304678738614573350</id><published>2009-12-16T10:43:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T11:12:32.013-08:00</updated><title type='text'>27. The collector</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzDNTmqJX_I/AAAAAAAAABI/2TpxH3F1pCY/s1600-h/collector1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 195px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzDNTmqJX_I/AAAAAAAAABI/2TpxH3F1pCY/s200/collector1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418056088405237746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do you know those books whose covers are so inexpressive that you don’t expect to find anything great within them? But then you go on and you find out they actually enshrine a treasure? This happened to me when I decided to turn the first pages of  “The collector”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It’s not necessary to be an avid reader to finish it in a few hours.  The author manages to tell a curious and electrifying story in an innovative style and using a few pages – the number could not be more appropriate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A quick digression: I believe some books are shorter than they should be whereas others are longer than they should. Among the formers I place “The picture of Dorian Gray” and among the latter “The lord of the rings”].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Back to the point: “The collector” describes the case of a maniac who manages to kidnap the woman he’s in love with (tough he doesn’t really know her). Actually, it’s not exactly a description, but a first person narrative, with the additional element that it is told from the point of view of the kidnapper and also of his victim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The maniac in case is particularly different from any other I had ever seen on TV shows, movies and books. He’s disgusting, of course, but in a different way; you don’t feel like hating him, you feel like despising him, just the way his victim does. But you surely will feel like despising the victim either.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of the most interesting moments happens when she encourages him to read “The catcher in the rye”.  Due to her prejudicial and limited point of view, she believes that he’s going to identify himself with the young Holden Caulfield and that it is going to make all the difference for her… poor creature. His opinion over the book – he simply doesn't “see much point in it” – sounds hilarious.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Please, don’t think that I don’t sympathize with the victim. Despite her “la-di-da voice” and snobbish ways she didn’t deserve to go through what she did.  It is just that the whole story is so unreal that I don’t feel bad at involuntarily laughing at it. Maybe I'm still shocked with the end of the story.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7304678738614573350?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7304678738614573350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/colector.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7304678738614573350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7304678738614573350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/colector.html' title='27. The collector'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzDNTmqJX_I/AAAAAAAAABI/2TpxH3F1pCY/s72-c/collector1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-5598914984692048951</id><published>2009-12-16T10:42:00.009-08:00</published><updated>2009-12-23T08:58:28.264-08:00</updated><title type='text'>26. Le comte de Monte-Cristo</title><content type='html'>Le comte de Monte Cristo a été le premier livre que j'ai lu completement en français. Je peux dire que j'ai commencé a apprendre cette belle langue en lisant cette ouevre d'art. Cependant la lecture, j'écoutais l'audiobook (voyez le website www.librivox.org).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le mariage du style de Alexandre Dumas et de l'histoire d'Auguste Maquet a produit un de les mieux travails que j'ai connu dans la literatture ocidental. Un bon écrivain ne peut pas se considerer comme tell si il n'a pas lu cette ouevre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Doit être continué...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-5598914984692048951?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/5598914984692048951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/le-comte-de-monte-cristo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5598914984692048951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5598914984692048951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/le-comte-de-monte-cristo.html' title='26. Le comte de Monte-Cristo'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-2379676579658940956</id><published>2009-12-16T10:42:00.007-08:00</published><updated>2009-12-22T10:16:14.215-08:00</updated><title type='text'>25. Sargento Getúlio</title><content type='html'>Uma das minhas "falhas" de leitura, por assim dizer, é não ter lido muita coisa de João Ubaldo Ribeiro além de sua coluna no jornal "O Globo". Comecei a corrigir essa lacuna com a leitura do curtinho "Sargento Getúlio", e não me decepcionei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, confesso, até olhei de viés. Diante da linguagem marcadamente caboclo-sertaneja, pensei "ora, mas depois de 'Grande Sertão:  Veredas', isso não é novidade". Ledo engano. Além de aprofundar a exploração desse recurso com bastante maestria, João Ubaldo consegue nos fazer entrar na cabeça do Sargento Getúlio, que nada mais é que um jagunço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centrada num confuso monólogo, a história alterna momentos em que chegamos a fazer nossa a lógica do protagonista com outros de imediato desprezo por ele. Se num trecho nos vemos diante das gentes que pertencem a um mundo absolutamente distante do nosso, e por isso mesmo, curiso e interessante, noutro nos lembramos que, no fundo, nós queremos mesmo é distância dessas gentes e de suas realidades brutais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um misto de afeição e repugnância, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final conseguiu me surpreender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-2379676579658940956?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/2379676579658940956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/sargento-getulio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/2379676579658940956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/2379676579658940956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/sargento-getulio.html' title='25. Sargento Getúlio'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1412886516987664931</id><published>2009-12-16T10:42:00.005-08:00</published><updated>2010-01-08T06:34:41.233-08:00</updated><title type='text'>24. A Sombra do vento</title><content type='html'>"A Sombra do vento" foi o único livro mais recente que li este ano. Escrito pelo espanhol Carlos Ruiz Zafón, é uma leitura fácil, fluida, que vendeu milhões de cópias em todo mundo. Tem muitos elementos típicos dos atuais best-sellers. Embora a temática seja absolutamente diversa, notei em muitos momentos uma identidade com o "O caçador de pipas", por exemplo, o que parece sugerir que alguns autores seguem um check-list na hora de escrever, uma fórmula que sabidamente faz o livro vender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu poderia ficar citando um sem número de retrições, mas acho que até o Alexandre Dumas deve ter começado escrevendo coisas limitadas, então prefiro falar das surpresas boas. De tudo, o que me chamou mais a atenção foi a relação que o jovem Daniel Sempere estabelece com um livro de autor desconhecido e que vendeu pouquíssimos exemplares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que mexeu comigo porque tenho um livro assim na minha vida. Chama-se "The night cometh". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É de um autor chamado Eugene O'Donnel, sobre quem já procurei informações, diversas vezes, na internet. Todas em vão*. Tudo o que encontrei, até hoje, foram duas referências em sebos londrinos. Dificulta a busca no google os fato de haver um livro de mesmo nome no mercado e uma celebridade com o mesmo nome do autor, um esportista ou coisa parecida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Encontrei esse livro em um sebo, o único no bairro de Campo Grande, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (que, na época, nem livrarias tinha. Não sei como está a situação hoje). Comprei porque estava estudando inglês e os livros em língua estrangeira estavam custando um real somente. Era um livro velho, de bolso, com páginas amareladas e poeirentas e uma capa quase caindo. Meu domínio da língua na época era tão limitado que sequer compreendia o título. Tudo isso já vai dando um ar pitoresco à experiência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O livro errou algum tempo na minha vida-estante, até que, cerca de dois ou três anos depois de comprá-lo, finalmente consegui lê-lo. Era o ano de 2006 e eu havia decidido ler um livro em inglês por mês para manter o conhecimento do idioma. Achei que seria só mais uma leitura. Estava enganada. Foi um dos livros mais chocantes e mais envolventes que já li.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu marido tem me incentivado a traduzi-lo. Talvez eu faça, mesmo que nunca venha a ser publicado. Só pelo simples prazer de poder manter viva a memória desse autor abandonado, como Daniel fez com Julián Carax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que no fim das contas falei mais do "The night cometh" que sobre "A Sombra do vento", mas afinal, não estou escrevendo orelha de livros, trata-se somente das minhas modestas impressões de leitura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt;Post Scriptum&lt;/strong&gt;/05/01/2010 - Eu não estava procurando direito... fuçando mais uma vez no google, eis que encontro um trecho de uma resenha do livro no site &lt;a href="http://www.jstor.org/pss/40114994"&gt;http://www.jstor.org/pss/40114994&lt;/a&gt; e também o livro à &lt;a href="http://cgi.ebay.com/Berkely---The-Night-Cometh-by-Eugene-O'Donnell-(1960)_W0QQitemZ110476311493QQcmdZViewItemQQimsxZ20100103?IMSfp=TL100103004003r10885"&gt;venda no e-bay&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/S0NHwvSt_nI/AAAAAAAAABg/dqtk9hSo-K4/s1600-h/The+night+cometh.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 204px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/S0NHwvSt_nI/AAAAAAAAABg/dqtk9hSo-K4/s400/The+night+cometh.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423257278938480242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1412886516987664931?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1412886516987664931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/sombra-do-vento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1412886516987664931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1412886516987664931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/sombra-do-vento.html' title='24. A Sombra do vento'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/S0NHwvSt_nI/AAAAAAAAABg/dqtk9hSo-K4/s72-c/The+night+cometh.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8830994727255405180</id><published>2009-12-16T10:42:00.003-08:00</published><updated>2009-12-22T11:39:16.388-08:00</updated><title type='text'>23. The picture of Dorian Gray</title><content type='html'>It is not that I haven't liked the book. It is impossible not to recognize the idea is great. Who would not feel tempted to be forever young, not to suffer the effects of the passage of time, not to show in our faces the lines of our regrets? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I think an idea so good deserved much more lines. Wilde goes straight to the point, whereas I wish the story was developed into something longer. I missed further details on why Mr Gray turns into a persona non grata among decent people, especially decent women. Had the book been written by an author like Alexandre Dumas or Chordelos de Laclos, for instance, we might have had a whole description of his cruel adventures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I know, maybe I’m too Latina, but that’s the way I felt about it. I probably feel this way because I liked it so much that I could not accept it was so short. The end of the story is predictable, but one feels that it simply could not have ended in another way.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8830994727255405180?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8830994727255405180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/picture-of-dorian-gray.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8830994727255405180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8830994727255405180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/picture-of-dorian-gray.html' title='23. The picture of Dorian Gray'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7905261629561682085</id><published>2009-12-16T10:42:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T10:19:53.112-08:00</updated><title type='text'>22. Vargas: uma biografia política</title><content type='html'>Eu ainda vou ler uma biografia decente do Vargas. Esta, embora de autoria do Hélio Silva, deixou muito a desejar. Não pelo trabalho do Hélio em si, que é um historiador de inegável valor, mas pela própria proposta editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um pocket (pocket mesmo, do tipo que cabe no bolso traseiro da calça jeans com stretch) da L&amp;PM de 184 páginas que é muito mais um conjunto de citações de Vargas vez por outra acompanhadas de breves comentários de Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sessenta por cento do subsídio selecionado não coube neste trabalho, sacrificado por aqueles imperativos editoriais", diz o autor no prefácio. Está tudo dito. É legal para o leitor dar um pontapé inicial no estudo da vida de Getúlio Vargas... ou melhor, não digo que seja o pontapé completo, digamos que corresponda a soerguer o dedão do pé para cogitar a hipótese de dar um pontapé... e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, as editoras têm de ganhar dinheiro, senão o mercado de livros acaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7905261629561682085?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7905261629561682085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/vargas-uma-biografia-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7905261629561682085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7905261629561682085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/vargas-uma-biografia-politica.html' title='22. Vargas: uma biografia política'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-4960881485118852528</id><published>2009-12-16T10:41:00.002-08:00</published><updated>2009-12-23T09:30:22.480-08:00</updated><title type='text'>21. Les souffrances du jeune Werther</title><content type='html'>J'avais lu une version en portugais cinq ans avant. En verité, je n'avais pas aimé la lecture à cette occasion et la même chose a lieu cette fois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je ne veux pas être rude, mais est que je ne peux pas comprendre porquoi ce livre a fait tant de bruit. Peut-être un jour je vais lire ce roman encore en allemand et qui sait je vais l'aimer alors?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[Ce texte a été revisé par mon ami et professeur Antony Devalle.]&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-4960881485118852528?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/4960881485118852528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/les-souffrances-du-jeune-werther.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4960881485118852528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4960881485118852528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/les-souffrances-du-jeune-werther.html' title='21. Les souffrances du jeune Werther'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7868457982896604152</id><published>2009-12-16T10:41:00.001-08:00</published><updated>2009-12-23T09:01:45.821-08:00</updated><title type='text'>20. The Prestes Column</title><content type='html'>The first thing I must say is that my opinion is highly suspicious over this theme. The fact is that I'm a great admirer of Luiz Carlos Prestes and despite myself  I can help being biased towards him. I prefer being honest about this point so that you, reader, feel comfortable to search for more information over this issue elsewhere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is especially important because the Prestes Column is a polemic chapter in Brazilian history. Some argue it was pointless and caused a great damage along the cities it went through. The latter probably is true – all wars always have unwanted effects that usually make innocents suffer. Imagine 1500 men, most of them with no formal neither military education, hunted like animals within the primitive countryside of Brazil? Unfortunately, rapes, thefts and murders happened despite all the efforts of the column commanders to avoid it. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;About the former, I am not so sure. According to the author of the book, Neill Macaulay – who (later on it was discovered) was a spy  - the objective of the column was never the impossible military victory (what a bunch of barely armed men could do against the government forces?), but to work in a symbolic way, to function as an example of political resistance. In this regard, it worked and works until today, since it's one of the few social movements in Brazil that might be considered national (i.e., that involved the whole country, from North to South, in comparison with restricted, regional movements) and that so far is capable of touching people's heart. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Probably this resistance of the myth around the Prestes Column and it's main leader is the reason why so many people enjoy degrading their significance. Some of these try to attribute the crimes of the column's soldiers to its captain, but finds an obstacle in the conduct of Luiz Carlos Prestes along his 92 years of existence. Of course the man was not a saint, he was not the perfect hero Jorge Amado described in his books, but one cannot deny that he was an incorruptible and idealistic sort of man. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Macaulay's book, it is said that Luiz Carlos Prestes once affirmed that “the man who seduced a virgin should be shot”. Considering he was a chaste man (he lost his virginity at 37 and had only two women along his whole life), who respected a lot the other sex, I guess he meant it. He was also an honest man who never used politics to gain personal favours (he died without having ever had a “cpf” - document equivalent to the social security number - neither a bank account). This is probably the main reason why so many people respect him despite his unsuccessful attempts to undertake a social revolution in Brazil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7868457982896604152?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7868457982896604152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/prestes-column.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7868457982896604152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7868457982896604152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/prestes-column.html' title='20. The Prestes Column'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-119636337764532307</id><published>2009-12-16T10:40:00.003-08:00</published><updated>2009-12-23T09:30:51.146-08:00</updated><title type='text'>19. L’étranger</title><content type='html'>J'avais lu une version en portugais de « L'étranger » trois ans avant, raison pour laquelle je ne pense pas que ce livre a été le premier que j'ai lu en cette belle langue latine (cette place appartient à « Le comte de Monte Cristo ») . Tous les mots que je vais ecrire ici sur l'oeuvre certainement sont le resultat  des choses que j'avais connu dans la première lecture. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je pense que L'étranger est un piège d'Albert Camus. L'écrivain nous fait voir le monde dans l'avis du protagonist, Mersault; l'histoire est conté de façon que on peut penser que son jugement n'a pas été fait de manière juste parce que il paraît être condamné moins pour l'assassinat qu'il a commit que pour le fait que il n'a pas pleuré dans l'enterrement de sa mère.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En verité, malgré-nous nous sommes conduit a penser moins sur l'arabe qui est tué de façon lâche que dans sa mère abandonée dans l’asile de vieillards, et qui meurt sans reçoit une seule larme de son fils. Ou encore pire: nous sommes conduits a penser sur le condamné à guillotine comme une victime du systeme, une espèce de Franz K. C'est comme se nous nous oublions qu'il a tué un homme froidement, sans raison aucune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[Ce texte a été revisé par mon ami et professeur Antony Devalle.]&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-119636337764532307?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/119636337764532307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/letranger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/119636337764532307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/119636337764532307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/letranger.html' title='19. L’étranger'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8099558303292250192</id><published>2009-12-16T10:40:00.001-08:00</published><updated>2011-04-04T06:02:12.283-07:00</updated><title type='text'>18. As Barbas do imperador Dom Pedro II: um monarca dos trópicos</title><content type='html'>O trabalho não é exatamente uma biografia; trata-se, na verdade, de uma análise dos usos da figura do imperador D. Pedro II desde a sua aclamação, aos 15 anos incompletos, até o retorno de seu corpo ao Brasil, durante o governo Vargas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura serviu para refrescar na memória alguns fatos da segunda metade do século XIX no Brasil; para ratificar a ideia, já entrincheirada no meu entendimento por conta de outras leituras, de que a proclamação da República no Brasil foi um movimento fajuto, sem legitimidade social ampla; e para confirmar que o conceito que eu trazia dos tempos de escola sobre a figura dos monarcas, particularmente dos monarcas absolutistas, era um tanto equivocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos adverte Hobsbawm, quando fala da fase de transições porque passava a Europa em fins do século XVIII e as tentativas de alguns monarcas de fazer reformas para não viver revoluções, o suposto poder ilimitado dos absolutistas era relativo e enfrentava sérios obstáculos à realização das referidas reformas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Yet in fact absolute monarchy, however modernist and innovatory, found it impossible - and indeed showed few signs of wanting – to break loose from the hierarchy of landed nobles to which, after all, it belonged, whose values it symbolized and incorporated, and on whose support it largely depended. Absolute monarchy, however theoretically free to do whatever it liked, in practice belonged to the world which the enlightenment had baptized fiodaliti or feudalism, a term later popularized by the French Revolution. (...) its horizons were those of its history, its function and its class. It hardly ever wanted, and was never able to achieve, the root-and-branch social and economic transformation which the progress of the economy required and the rising social groups called for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To take an obvious example. Few rational thinkers, even among the advisers of princes, seriously doubted the need to abolish serfdom and the surviving bonds of feudal peasant dependence. Such a reform was recognized as one of the primary points of any 'enlightened' programme, and there was virtually no prince from Madrid to St Petersburg and from Naples to Stockholm who did not, at one time or another in the quarter-century preceding the French Revolution, subscribe to such a programme. Yet in fact the only peasant liberations which took place from above before 1789 were in small and untypical states like Denmark and Savoy, and on the personal estates of some other princes. (...) What did abolish agrarian feudal relations all over Western and Central Europe was the French Revolution, by direct action, reaction or example, and the revolution of 1848"*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse quadro, em muitos aspectos, se assemelha ao que viveria o Brasil cem anos depois, no sentido de que D. Pedro II, uma vez isolado das forças políticas de então, foi facilmente derrubado do poder. A grande diferença é que o nosso “89” (Proclamação da República no Brasil 1889 x Revolução Francesa 1789) teria um caráter reacionário. A destituição e exílio do imperador brasileiro foi resultado muito mais de uma reação (retaliação talvez seja a palavra exata) da classe dominante agrário-exportadora por conta da abolição da escravatura em 1888, do que propriamente um movimento político impulsionado por classes emergentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é uma leitura boa, eu recomendo aos interessados no tema. Não se intimidem com as 580 páginas, tem muita gravura [risos]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Referência: The age of Revolution, p. 23-24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Scriptum:&lt;/strong&gt;/08/01/2010. Lendo "A Alma Encantadora das Ruas", reunião de crônicas de João do Rio, achei um trecho que cairia como uma luva no livro para ilustrar a relação do povo com a aura da monarquia. Na crônica "Velhos cocheiros", o cocheiro Braga assim responde quando idagado pelo jornalista acerca de sua opinião sobre a Monarquia e a República: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Monarquia tinha as suas vantagens. &lt;em&gt;Era mais bonito, era mais solene&lt;/em&gt;. Não vá talvez pensar que eu sou inimigo da República. &lt;em&gt;Mas recorde por exemplo um dia de audiência pública do imperador. Que bonito!&lt;/em&gt; Até era um garbo levar os fregueses lá. Ó Braga, onde estiveste? Fui à Boa Vista! Hoje todo o mundo entra no palácio do Catete. Não tem importância... É verdade que o Obá entrava no Paço. Mas era príncipe. E então para conhecer homens importantes! Não precisava saber-lhes o nome. &lt;em&gt;Os ministros tinham uma farda bonita, o imperador saía de papo de tucano. Bom tempo aquele!&lt;/em&gt; Hoje a gente tem de suar para conhecer um ministro. Parecem-se todos com os outros homens."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8099558303292250192?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8099558303292250192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/225-as-barbas-do-imperador-dom-pedro-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8099558303292250192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8099558303292250192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/225-as-barbas-do-imperador-dom-pedro-ii.html' title='18. As Barbas do imperador Dom Pedro II: um monarca dos trópicos'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7667933751040466185</id><published>2009-12-16T10:39:00.002-08:00</published><updated>2009-12-28T06:42:06.132-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hobsbawm'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Celso Furtado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>17. Formação econômica do Brasil</title><content type='html'>"Formação econômica do Brasil" é uma dessas leituras obrigatórias para o brasileiro pensante que quer entender o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, ao longo das cinco décadas que nos separam da publicação desse trabalho, muitas das teorias de Celso Furtado tornaram-se defasadas ou foram contestadas (processo previsível e salutar, até porque, ele trabalhou com dados hoje superados). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Furtado tem o mérito de ter endereçado velhas questões de desenvolvimento da economia nacional com ideias arrojadas; pode ter errado em algumas análises e projeções, mas errou porque tentou, porque ousou pensar diferente; e da crítica às suas concepções supostamente equivocadas, muito conhecimento se produziu - até os seus enganos foram férteis para o entendimento do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demais, eu gostei do estilo como o trabalho foi escrito. Os primeiros capítulos dão a sensação de que estamos lendo uma narrativa e não um compêndio de economia. Furtado tem um quê na escrita que me lembra Hobsbawm, ambos são estudiosos que se debruçam sobre temas muitas vezes espinhosos mas escrevem com uma bossa e uma clareza capazes de atrair os não iniciados no assunto (como é o meu caso). Sabem alternar a informação bruta e o "causo" interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo de leitura muito bem empregado, investimento pingue de retornos. Até meu modo de escrever sofreu influências furtadianas... passados cinquenta anos, muitas das expressões que ele utiliza tomaram um ar de "tempo do onça"; ou, no dizer dos moderninhos, um ar "vintage", que, no entanto, é do meu agrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7667933751040466185?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7667933751040466185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/formacao-economica-do-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7667933751040466185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7667933751040466185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/formacao-economica-do-brasil.html' title='17. Formação econômica do Brasil'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-4593183511650807226</id><published>2009-12-16T10:39:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T09:32:29.835-08:00</updated><title type='text'>16. Cadeia produtiva do carnaval carioca</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-4593183511650807226?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/4593183511650807226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/cadeia-produtiva-do-carnaval-carioca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4593183511650807226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4593183511650807226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/cadeia-produtiva-do-carnaval-carioca.html' title='16. Cadeia produtiva do carnaval carioca'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7051557496602745894</id><published>2009-12-12T05:18:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:32:11.465-08:00</updated><title type='text'>15. Complexo de Portnoy</title><content type='html'>Do mesmo autor de "O Animal Agonizante", o livro parece a conversa (na verdade, o monólogo) entre um homem atormentado (com o quê exatamente, eu não sei dizer...) e um possível analista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de si para um interlocutor que só se apresenta no fim do livro (muito parecido com o que Roth volta a fazer em "Animal Agonizante"...), sempre chamado de Doutor, o narrador parece atribuir todas as dificuldades de sua existência à rígida educação em família, de origem judia, com direito a mãe castradora e pai submisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com a sensação de que o livro é meio datado, principalmente quando começam a ser reveladas algumas das infaustas peripécias sexuais de Portnoy... são coisas que trinta, quarenta anos atrás (quando o livro foi lançado) talvez tivessem chocado ou espicaçado os ânimos dos mais ingênuos. Mas hoje, quando já vimos de tudo na TV e na internet, não causa surpresa ou escândalo a ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7051557496602745894?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7051557496602745894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/complexo-de-portnoy.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7051557496602745894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7051557496602745894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/complexo-de-portnoy.html' title='15. Complexo de Portnoy'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-7223335934285431127</id><published>2009-12-10T11:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T06:35:56.344-08:00</updated><title type='text'>14. Marechal Deodoro, biografia</title><content type='html'>Não que eu tivesse algum interesse em particular na figura de Deodoro. Tampouco posso dizer que a leitura desta biografia, da mesma coleção daquela de José Bonifácio citada em outro tópico, tenha contribuído para despertar minha admiração por este veterano da Guerra do Paraguai. O fato é que estava naquela de reestudar a história do Brasil pelas biografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que ficou é que Deodoro, coitado, é uma figura meio apatetada da história... a leitura da biografia de José Bonifácio me deixou, involuntariamente, a impressão de que é uma grande tolice comemorar o sete de setembro; a de Deodoro fez o mesmo com o quinze de novembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que soa como heresia para muitos, mas sinto que a República, no Brasil, pelo menos durante as quatro décadas seguintes à sua proclamação, não representou nem de longe uma transformação social. A mesma classe dominante que se valia da figura do imperador para fazer atender a seus interesses permaneceu no poder, agora fazendo uso da figura do presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação que fiquei é que o movimento de novembro de 1889 e consequente exílio de Dom Pedro II (de quem Deodoro era fiel servidor até então!!! ) foram muito mais uma retaliação à abolição da escravatura em maio de 1888 que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Imperador D. Pedro II foi menos um estadista e mais uma figura decorativa e simbólica (o que ficaria ainda mais claro para mim após a leitura, ainda este ano, de "As barbas do imperador D. Pedro II, um monarca dos trópicos"), o mesmo pode ser dito de Deodoro. Se na capa do livro sua imagem em barbas brancas sugere respeito, o conteúdo parece indicar que foi uma figura carismática muito bem manobrada, um fantoche simpático, por assim dizer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-7223335934285431127?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/7223335934285431127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/marechal-deodoro-biografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7223335934285431127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/7223335934285431127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/marechal-deodoro-biografia.html' title='14. Marechal Deodoro, biografia'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-6595237243542671114</id><published>2009-12-10T10:56:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:31:46.037-08:00</updated><title type='text'>13. Bartleby, o escriturário</title><content type='html'>Do mesmo autor de Moby Dick, uma leitura graciosa que li durante o expediente, no horário de almoço, tão curtinho ele é. Nem sei se pode ser chamado de livro. Um pocket da L&amp;PM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em 18/5 e sei que foi nessa data somente porque escrevi neste blog, no mesmo dia, a resenha abaixo, tão estimulante foi a leitura. Quem quiser conferir pode olhar o link. Segue o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O pequeno conto “Bartleby”, de Herman Melville, é uma daquelas leituras que se fixam no imaginário menos pelo que dizem que pelo que deixam de dizer. Cabe ao leitor preencher as lacunas a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é narrado em primeira pessoa. A voz que fala é a de um advogado em &lt;em&gt;Wall Street&lt;/em&gt;, por volta dos sessenta anos, pouco preocupado com o poder, tampouco com a glória. Sua existência é assumida e deliberadamente distinta da que seria a de um poeta; para ele, &lt;em&gt;“a vida mais fácil é também a melhor”&lt;/em&gt;; como advogado, não ambiciona grandes feitos, apenas uma renda razoável e regular; não sente qualquer mal estar com a ideia de ocupar vitaliciamente um cargo em que não pudesse executar efetivamente nada, desde que bem remunerado, como conselheiro do extinto Tribunal de Chancelaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As janelas de seu escritório, no segundo andar de um prédio qualquer em &lt;em&gt;Wall Street&lt;/em&gt;, vislumbram, de um lado, uma vista que &lt;em&gt;“podia ser considerada mais insípida do que qualquer outra coisa e carente daquilo que os paisagistas chamam de ‘vida’”&lt;/em&gt;; e de outro, &lt;em&gt;“uma imensa parede de tijolos escurecidos pelo tempo e pela permanente ausência de sol”&lt;/em&gt;. Mas para esse homem aparentemente sem paixões ou interesses estéticos mais amplos, nada disso parece ter importância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto avança como um estudo da mente desse advogado, que em momento algum nos diz seu nome, e que terá de lidar com uma situação totalmente além das fronteiras de sua experiência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os funcionários de seu escritório são um bêbado excêntrico, o sessentão Turkey; um jovem irascível, que sofre de indigestão crônica, Nippers; e um menino diligente, Ginger Nut. A vida seguia modorrenta e relativamente tranquila no escritório, a indolência vespertina de Turkey (graças ao vinho tomado no almoço) e o mau humor matinal de Nippers (provavelmente devido às dores de estômago) se contrabalançando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a chegada pálida de Bartleby, o escriturário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma assombração, calado, discreto, eficiente, Bartleby a princípio parece inofensivo. Até sua primeira recusa a uma demanda de seu superior – sem indolência, sem um pingo de arrogância, e talvez por isso mesmo tão desconcertante: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“- Eu preferia não fazer”&lt;/em&gt;."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-6595237243542671114?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/6595237243542671114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/bartleby-o-escriturario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6595237243542671114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6595237243542671114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/bartleby-o-escriturario.html' title='13. Bartleby, o escriturário'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3642099827088714315</id><published>2009-12-09T07:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T06:48:40.080-08:00</updated><title type='text'>12. Minha formação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzjFPphpUjI/AAAAAAAAABQ/f2bEEE0haxM/s1600-h/JN2.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 193px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzjFPphpUjI/AAAAAAAAABQ/f2bEEE0haxM/s200/JN2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420299024176075314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente à leitura de "O Animal Agonizante", li "Minha formação", espécie de breve autobiografia de Joaquim Nabuco, outra figura grande da nossa história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu sempre digo: há livros enormes que você lê de um fôlego só, porque são muito amarrados dentro de si e não exigem que você consulte informações por fora, nem mesmo num dicionário. E há aqueles pequerruchos que dão uma canseira danada, como foi o caso deste livrinho de enxutas 189 páginas em formato 11,5 x 18 cm (sabe aquela coleção de bolso da Martin Claret de péssimo mau gosto para capas que dá até vergonha de ler em público?) e tipos grandes, mas que me exigiu muito em pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nabuco era um jornalista que escrevia para os homens de seu tempo. Ele põe no texto (atira, praticamente) referências que para os viventes à época e profundos conhecedores de história do Brasil são bastante familiares, mas para quem não é uma coisa nem outra, como eu, fica difícil. "Sinimbu", assim, de chofre, derruba um incauto. Imagino que daqui a uns 30 anos (acho que estou sendo boazinha... daqui a uns dez anos), se alguém falar em ACM num texto os jovens também darão de ombros e se perguntarão "que diabos é ACM?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta leitura, fiquei com muita vontade de ler a biografia que Nabuco escreveu sobre seu pai, "Um estadista do império", mas não acho vendendo em sebo algum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3642099827088714315?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3642099827088714315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/paralelamente-leitura-do-animal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3642099827088714315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3642099827088714315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/paralelamente-leitura-do-animal.html' title='12. Minha formação'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/SzjFPphpUjI/AAAAAAAAABQ/f2bEEE0haxM/s72-c/JN2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-4522429476593197317</id><published>2009-12-07T09:44:00.001-08:00</published><updated>2009-12-23T06:38:53.595-08:00</updated><title type='text'>11. O Animal Agonizante</title><content type='html'>Ainda em abril, li o livro que ganhei em março de aniversário da minha enteada querida, o Animal Agonizante, de Philip Roth. Sabe quando uma leitura diz coisas que você preferia não ler porque lá no fundo você fica sacudido e questionando um pouco tudo aquilo em que você insiste em acreditar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço as coisas desse modo porque isso me faz feliz ou porque eu acho que isso deveria me fazer feliz e por isso insisto que seja dessa maneira, porque é mais adequado, silencioso e asseado e dessa forma não incomoda ninguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final foi bom porque cheguei à conclusão que faço as coisas dessa maneira porque me faz feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou vai ver teimo em acreditar nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que houve um lado (perverso ou talvez invejoso) em mim que ficou satisfeita em ver que, no final, o protagonista se dobra àquilo que julgava controlar e que nos controla a nós todos, no mais das vezes. Foi bom ver todo o sistema moral daquele cidadão virar escombro diante da força desmedida e indecorosa daquilo que não podemos domar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-4522429476593197317?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/4522429476593197317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/o-animal-agonizante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4522429476593197317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4522429476593197317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/o-animal-agonizante.html' title='11. O Animal Agonizante'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-6402241962885144256</id><published>2009-12-07T09:42:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T06:41:43.804-08:00</updated><title type='text'>10. José Bonifácio e a unidade nacional</title><content type='html'>Um livreto de cerca de cem páginas que li logo em seguida, da Biblioteca do Exército, chamado José Bonifácio e a unidade nacional, defendeu um ponto de vista que achei similar àquele expresso no livro de Nogueira: a tese de que muito melhor teria sido que Brasil e Portugal nunca houvessem se separado. Que o Brasil nunca foi colônia de Portugal no sentido atribuído hoje à palavra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Você que lê isso e fica aturdido, achando um absurdo, aconselho a ler este livro para entender do que estou falando.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no prefácio, afirma-se que o Brasil nunca foi colônia de Portugal no sentido atribuído, por exemplo, às colônias inglesas pela sua metrópole. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de D. Manuel I (1469-1521), o Brasil era Província de Santa Cruz, incorporado à Monarquia Portuguesa, que no continente europeu era dividida em províncias. Para auxiliar os particulares que civilizavam a terra em suas capitanias hereditárias, surgia o Governo Geral (1549).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de D. João III (1502-1557), foi-nos concedido um conjunto de poderes políticos, sendo criado o Estado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1609, o Conselho da Índia (Conselho Ultramarino) proclamava a igualdade do império português, determinando que todas as partes passavam a se constituir em “membros do mesmo reino, como o é o do Algarve e qualquer das províncias de Alentejo e Entre Douro e Minho, porque se governam com as mesmas leis e magistrados e gozam dos mesmos privilégios que os do mesmo Reino, e assim tão português é o que nasce e vive em Goa ou no Brasil ou em Angola como o que nasce e vive em Lisboa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, sob o governo de D. João VI, o Brasil foi Reino e com a aclamação de seu filho Pedro, tornou-se Império. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Brasil e Portugal constituíram sempre uma única nação, quando ou por que seria empregado o termo colônia? De acordo com a autora, seria reflexo, em parte, da influência literária francesa no século XVIII. A denominação, que já era aplicada à Colônia de Sacramento, bastião militar português no Prata, se estenderia então a certas áreas agrícolas, visto que colonos eram sempre quaisquer indivíduos dedicados à plantação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colônia, no seu significado original, se referia a entrepostos agrícolas e comerciais, não conservando com o país de origem senão laços puramente sentimentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, segundo o sentido moderno, o Brasil nunca teria sido colônia, embora por seu caráter agrícola tenha sido colonial até o período republicano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras anotações que fiz durante a leitura deste livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minhas ressalvas quanto ao livro: acho que, em termos de história, não se pode valorizar demais a atuação de um único personagem. Bolívar fez esforços talvez muito maiores na tentativa de preservar a unidade de Nova Granada, mas seus objetivos não iam ao encontro dos interesses dominantes, daí o insucesso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até esta leitura, eu sequer desconfiava que Alexandre de Gusmão, que foi Ministro de D. João V e é considerado o avô da diplomacia brasileira, era mulato. Eu até coloquei uma observação a respeito no verbete relativo a ele na wikipédia (mais exatamente, a frase "Suas doutrinas políticas e econômicas tiveram a defesa do Marquês de Pombal, que dizia: "Sua majestade [D. João V] não distingue seus vassalos pela cor; distingue-os pela inteligência"."). O curioso é que antes fiquei pesquisando na rede uma fonte que corroborasse a informação e não encontrei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que me deparei com aquele fenômeno já observado na história brasileira de "embranquecimento" de nossos heróis e intelectuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também inevitável comparar os velhos tempos aos atuais. Enquanto hoje entende-se ser necessário que o Itamaraty ofereça bolsas de estudos para afrodescendentes para o concurso de ingresso na carreira diplomática, como "ação afirmativa", no século XVIII, com o comércio de escravos a pleno vapor, operando como atividade legalizada, o mulato Alexandre de Gusmão conseguiu exercer um papel decisivo na configuração do território nacional (Tradado de Madrid).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está por trás disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algo que casei com coisas estudadas no Formação Econômica do Brasil: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A grande importância da pecuária no Brasil foi a conquista do sertão e a abertura de caminhos ligando esse interior às províncias isoladas do litoral, onde apareciam os criadores simplesmente para comerciar. Com seu comércio exclusivamente interno, de economia subsidiária, os criadores de gado levavam ainda vantagem de não contar com as restrições do monopólio. O espírito belicoso e independente do vaqueiro foi também marcante no Sul. Mantiveram-se os criadores afastados, de um modo geral, do plano político; em contrapartida, também pouco conseguia dele o poder centralizador do Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a autora, a penetração para o interior, a integração social e territorial eram ideias de José Bonifácio que ressurgiriam 150 anos depois nas metas prioritárias do Presidente Médici – integração territorial e social da Amazônia e o PRODOESTE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-6402241962885144256?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/6402241962885144256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/jose-bonifacio-e-unidade-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6402241962885144256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6402241962885144256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/jose-bonifacio-e-unidade-nacional.html' title='10. José Bonifácio e a unidade nacional'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-337229181682589815</id><published>2009-12-07T09:41:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:29:39.638-08:00</updated><title type='text'>9. Crônicas de Dom João IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/Syk4JecwTQI/AAAAAAAAAA4/fPOxEa3AW_k/s1600-h/Melinda+5+1053.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/Syk4JecwTQI/AAAAAAAAAA4/fPOxEa3AW_k/s320/Melinda+5+1053.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415921762333379842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na febre da biografia, li logo em seguida Crônicas de Dom João IV, de João Paulo Nogueira. De certa forma, me lembrou o jeito sem papas na língua e nada oficial de Werneck Sodré. Senti fibra no autor. Pode ser que seja tendencioso na sua defesa de Dom João VI, mas pelo menos isto está dito com todas as letras, preto no branco, sem segundas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fato é que acabei me encantando pela figura deste estadista que, não tenho sido criado para executar esse papel, logrou, todavia, realizar projetos importantes para o Brasil e Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi que não podemos julgar os monarcas de ontem com os olhos republicanos de hoje, como se fossem parvos que ocupavam um lugar de poder por acaso. Eram homens e mulheres formados desde o berço para exercer esse papel na maioria dos casos. Cá entre nós, muitos deles souberam fazer política de modo muito mais eficiente que certos representantes democraticamente eleitos da atualidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-337229181682589815?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/337229181682589815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/cronicas-de-dom-joao-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/337229181682589815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/337229181682589815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/cronicas-de-dom-joao-iv.html' title='9. Crônicas de Dom João IV'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/Syk4JecwTQI/AAAAAAAAAA4/fPOxEa3AW_k/s72-c/Melinda+5+1053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-4783054412463293302</id><published>2009-12-07T09:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:29:23.006-08:00</updated><title type='text'>8. José Bonifácio - Biografia</title><content type='html'>Bom, logo depois de Oliver Twist e Clara dos Anjos, ainda sob o efeito Werneck Sodré, comecei a ler uma biografia do José Bonifácio que achei vendendo na banca quando levava minha filha mais velha para a escola. É de uma coleção bem caretinha, algo como “Biografia dos brasileiros ilustres” ou algo ainda mais jeca, o texto é repleto de chavões mas sabe como é, de vez em quando tem o seu valor a gente ler descompromissadamente uma coisa assim meio brega... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que adorei e me apaixonei ainda mais pela figura de José Bonifácio, uma das mais curiosas de nossa história. Demais, foi interessante analisar que figuras exaltadas em Werneck Sodré são esculhambadas sem dó neste texto, que inicialmente foi publicado em anos de ditadura militar – o que já nos vai dando uma ideia do teor nada revolucionário do conteúdo, bem diferente do livro História da Imprensa no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que contra fatos não há argumentos. Uma coisa que me chamou a atenção na história de José Bonifácio foi que Dom Pedro I, ao abdicar e retornar a Portugal em 1831, deixou a tutela do futuro imperador Dom Pedro II com o patriarca, apesar de já então haver rompido relações  com ele politicamente. Prova incontestável, no meu entender, que a despeito das dissidências no campo político, Bonifácio era um homem de uma honradez tal que Dom Pedro lhe tinha muita confiança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, em maio fiz um passeio à ilha de Paquetá em comemoração do aniversário da primogênita e tive a oportunidade de conhecer a casa onde Bonifácio ficou exilado após a partida de Dom Pedro I (resultado de uma ação de seus inimigos políticos para neutralizá-lo). Vale a pena o passeio! Muitos costumam se lembrar mais da ilha por conta do romance "A Moreninha", de Joaquim Manuel de Macedo, mas esse não é o único lado famoso de Paquetá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-4783054412463293302?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/4783054412463293302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/bom-logo-depois-de-oliver-twist-e-clara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4783054412463293302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4783054412463293302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/bom-logo-depois-de-oliver-twist-e-clara.html' title='8. José Bonifácio - Biografia'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-5162389280486118071</id><published>2009-12-07T08:48:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T09:29:10.946-08:00</updated><title type='text'>7. Oliver Twist</title><content type='html'>And then came Oliver Twist that actually I read by the same time I was reading Clara dos Anjos. I even wrote a composition comparing the two works. I know the things I’m about to write here might be my condemnation–who am I to point my finger at the work of such a universally known author such as Charles Dickens?–, but the truth is that it has not been an interesting experience. I just read it through because I have this feeling of “once you take a task, do it till the end”, but honestly it was almost a waste of time (bar the fact that I had a chance of improving my English). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The personages are described as evils or angels. There are no middle terms, except for a girl (no surprise the most interesting character) who ends up killed...  Besides, it seems to me that Dickens plays a game he’s not prepared to. His efforts towards using a picaresque language seems pathetic, nothing compared to the mastering of Dumas or Voltaire. No delicacy here. It has been the first Dickens I’ve read but I don’t feel like reading none of his books again. I may do if it comes into my hands and I have nothing else to do, but it’s not in my lists…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-5162389280486118071?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/5162389280486118071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/oliver-twist.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5162389280486118071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5162389280486118071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/oliver-twist.html' title='7. Oliver Twist'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3436361558710450095</id><published>2009-12-07T08:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:28:59.026-08:00</updated><title type='text'>6. Clara dos Anjos e outras histórias</title><content type='html'>Foi o caso da leitura que fiz logo em seguida, o romance Clara dos Anjos e mais outras histórias de Lima Barreto, que desde a adolescência me esperava da estante. A narrativa do que foi a vida, e sobretudo, a morte de Lima Barreto no livro de Sodré me levou às lágrimas. Como esse homem sofreu. Como lhe faltou reconhecimento em vida. Como é importante que não nos esqueçamos do seu papel e da sua obra após a sua partida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de ver e de dizer a verdade de Lima Barreto é ainda hoje estarrecedora. O drama de Clara dos Anjos, mulata de família modesta e ingenuidade suburbana, foi captado com tal realidade por este nosso gênio... gostei muito da leitura, também pela riqueza de descrição das paisangens do Rio periférico, aquele Rio que nunca lemos em Machado de Assis... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que nas escolas, em vez de apresentar logo de cara “Triste fim de Policarpo Quaresma” para os jovens (que é genial e talvez por isso mesmo muito forte para quem está começando a tomar gosto pela literatura), devêssemos introduzir este Clara dos Anjos, que fala de uma realidade mais próxima e menos simbólica, de mais fácil acesso aos iniciantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3436361558710450095?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3436361558710450095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/clara-dos-anjos-e-outras-historias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3436361558710450095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3436361558710450095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/clara-dos-anjos-e-outras-historias.html' title='6. Clara dos Anjos e outras histórias'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8490460935863879894</id><published>2009-12-07T08:40:00.002-08:00</published><updated>2009-12-22T09:28:45.365-08:00</updated><title type='text'>5. História da imprensa no Brasil</title><content type='html'>Eis que veio uma leitura que há muito eu desejava fazer e que julguei que me ajudaria a não ler tantos romances, me concentrando mais em obras técnicas-históricas ou coisa que o valha. Verdadeiro divisor de águas na minha compreensão do Brasil, do Mundo e do ser humano de modo geral foi a leitura de História da Imprensa no Brasil, de Nelson Werneck Sodré. Sinceramente, me emociono só de lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como não se encantar com as descrições nada imparciais, porém honestas, que Sodré faz dos que admira e dos que despreza. O modo como elogia um jornalista como João Soares Lisboa e detona outros personagens da nossa história que no seu entender “foram a Lisboa somente alisar os bancos de escola sem voltar mais sábios por conta disso”... A linguagem mais desabrida, sem esse ar chapa-branca que tudo o que lemos hoje parece ter (principalmente nossos jornais), a coragem de dizer certas coisas sobre a imprensa brasileira (e vemos aí que quando um jornal ataca o outro é sempre o roto falando do esfarrapado...) tornaram esse livro a minha bíblia. Não é à toa que é uma publicação de uma editora mais desconhecida, a Mauad. Duvido que as grandes tivessem coragem de editá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a partir dessa leitura que tomei a ideia de estudar a história do meu país pelas biografias, caminho que me pareceu menos espinhoso que o de reler livros de história, embora deva reconhecer que o “História Concisa do Brasil”, de Boris Fausto, tenha me ajudado a acompanhar a leitura de Sodré, que é feita para quem tem a vivo na memória os fatos mais marcantes da nossa história – o que deveria ser uma obrigação moral e cívica de todo brasileiro que tenha alisado os tais bancos de escola, mas que infelizmente não é a realidade nem daqueles que têm curso superior completo e boas intenções, como eu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como Sodré descreve as verdadeiras revoluções que nós vivemos como nação mexeu comigo profundamente. Aqueles capítulos da história que até então eu não dava grande importância porque mais pareciam verbetes a serem decorados para fazer vestibular (“cite e explique duas rebeliões do período regencial...” blarg) se revestiram de um interesse tal que me vi adquirindo livros específicos sobre cada um deles para um estudo mais aprofundado. Sodré me fez ter paixão pela história deste povo que não corresponde ao mito do brasileiro pacífico e ordeiro. Foi aí que comecei a voltar a estudar a história do país, pelo viés das biografias, e voltar aos grandes autores brasileiros, todos ou quase todos jornalistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8490460935863879894?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8490460935863879894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/historia-da-imprensa-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8490460935863879894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8490460935863879894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/historia-da-imprensa-no-brasil.html' title='5. História da imprensa no Brasil'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-637976127134083860</id><published>2009-12-07T08:40:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T09:28:30.724-08:00</updated><title type='text'>4. Crime e Castigo</title><content type='html'>A quarta leitura deste ano, Crime e Castigo, concluí de um fôlego só. Eu simplesmente não conseguia parar. A tradução de Paulo Bezerra merece todo meu reconhecimento. A leitura de “Os Irmãos Karamázov”, uns dois anos antes, em edição da Abril que nada mais era que uma tradução da tradução (russo – francês – e finalmente português), foi penosa. Não conseguia entender certas passagens. O livro perdeu um pouco da emoção para mim. Mas Crime e Castigo, na excelente versão dada pelo Bezerra, nossa senhora... impossível não se sentir fendido como Raskolnikov. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando em quantas vezes se bebeu na fonte de Dostoievsky, de Wood Allen em Match Point àquele episódio de “Lost” em que o Michel mata não só o seu alvo mais alguém que surge por acaso no lugar e na hora errados... do mesmo modo, Festim Diabólico, do Hitchcok, é uma releitura de “Os irmãos”. Muito boa, por sinal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-637976127134083860?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/637976127134083860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/crime-e-castigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/637976127134083860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/637976127134083860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/crime-e-castigo.html' title='4. Crime e Castigo'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3687682252372850256</id><published>2009-12-07T08:39:00.002-08:00</published><updated>2009-12-23T06:23:20.460-08:00</updated><title type='text'>3. As mulheres mais perversas da história</title><content type='html'>As mulheres mais perversas da história foi um livrinho dispensável... mais parece um inventário de atrocidades sem um argumento, uma síntese que ate uma história à outra. Os crimes que mais me chocaram, no fim das contas, foram aqueles cometidos por homens com a cumplicidade de suas companheiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja algo na natureza da mulher que irmane as “de bem” (ou normais, categoria onde humildemente me enquadro) às assassinas, mas o fato é que os casos em que mulheres foram capazes de envenenar ou matar um recém nascido não me escandalizaram tanto quanto aqueles em que elas foram co-participantes em crimes de estupro, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, preferia não ter lido o livro, ficaram lembranças desagradáveis na minha cachola neurótica. Os únicos perfis que realmente me interessaram foram o de Valeria Messalina e Agripina. Para minha vergonha, conheço pouco da história do Império Romano, falha que pretendo corrigir antes de sair desta vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3687682252372850256?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3687682252372850256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/as-mulheres-mais-perversas-da-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3687682252372850256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3687682252372850256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/as-mulheres-mais-perversas-da-historia.html' title='3. As mulheres mais perversas da história'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8369808976352756424</id><published>2009-12-07T08:39:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T09:27:43.635-08:00</updated><title type='text'>2. Criando bebês</title><content type='html'>Logo depois desses contos, li um livreto de cerca de duzentas páginas, chamado “Criando bebês”. Por motivos óbvios para quem me conhece... Legalzinho, recomendo a pais de primeira viagem que não tenham realizado um curso preparatório pré-parto. A informação mais valiosa que me trouxe foi a explicação sobre o choro do bebê até os três meses e o modo como minorar o problema. Em janeiro, quando li o livro, a Melinda tinha dois meses e ainda deu tempo de aproveitar a dica, que parece absurda, mas funciona... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que leituras ajudam a maternidade, mas, sinceramente, há uma frase que eu digo e repito na maior solenidade que é para causar suspense entre os presentes: “Aquilo que melhor prepara você antes de ter um filho...  é ter um filho”. É inegável que a minha caçula se beneficiou de tudo o que a primogênita me deu (acho que é um pouco por isso que toda mãe sente que deve alguma coisa ao primeiro filho...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8369808976352756424?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8369808976352756424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/criando-bebes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8369808976352756424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8369808976352756424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/criando-bebes.html' title='2. Criando bebês'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-5642641205776001702</id><published>2009-12-07T08:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:27:32.558-08:00</updated><title type='text'>1. Voltaire - Contos</title><content type='html'>A primeira leitura começada e terminada em 2009 foi um livro de contos de Voltaire, que incluía todas aquelas histórias do sábio Zadig, o livro “Cândido” e outros em que o filósofo já não estava mais tão otimista assim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo perdi sem ler Voltaire! Tenho até vergonha. Como alguém pode ter tanta maestria na pena? Tanta inteligência casada com tanto bom humor, aquele humor picaresco que eu tanto gosto, aquele dizer sutil, que se faz sentir no estilo, na sinuosidade das frases, na discreta ironia da palavra exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que a tradução por Mário Quintana deve ter colaborado para tornar ainda mais saborosa essa leitura, do mesmo modo como Machado de Assis imprimiu cores especiais a “Trabalhadores do Mar” (lembro que já na primeira página desse livro pensei: “estranho, parece que estou lendo Machado”, intuição confirmada com um passar de olhos na folha de rosto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns contos, particularmente "O Homem de quarenta escudos", são de uma mordacidade cativante. Neles se pode notar o olhar clínico do filósofo sobre a França de então. Fico me perguntando se há escritores brasileiros, hoje, capazes de lançar um olhar tão global sobre a realidade brasileira, falar de questões altamente técnicas com tanto tirocínio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-5642641205776001702?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/5642641205776001702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/voltaire-contos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5642641205776001702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/5642641205776001702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/voltaire-contos.html' title='1. Voltaire - Contos'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-725522852803447339</id><published>2009-12-07T08:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T08:18:33.497-08:00</updated><title type='text'>Leituras 2009</title><content type='html'>O ano não poderia ter sido mais proveitoso. Li muitos autores até então inéditos na minha lista, alguns, uma surpresa maravilhosa, outros, nem tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ano em que até tentei fugir dos romances, meu fraco, e até certo momento acreditei que conseguiria, mas vi que na verdade estava fazendo uso de um paliativo – as biografias, mistura de fato histórico e narrativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-725522852803447339?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/725522852803447339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/leituras-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/725522852803447339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/725522852803447339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/12/leituras-2009.html' title='Leituras 2009'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1707696286347081881</id><published>2009-09-01T07:24:00.001-07:00</published><updated>2009-09-01T07:43:54.636-07:00</updated><title type='text'>What the world will be like in two hundred years?</title><content type='html'>To guess what the world will be like in two hundred years, I think one should take a look at what the world was like in the past.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pandemics&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuberculosis was considered the mal-du-siècle in the 1800s. &lt;em&gt;Variola&lt;/em&gt; (smallpox) devastated several empires and civilizations before eradication in 1980. Syphilis was a major killer in Europe during the Renaissance – an interesting account of its effects can be read in the tale &lt;em&gt;"L'Homme aux quarante écus"&lt;/em&gt; by Voltaire. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;None of these diseases concerns people that much nowadays. The virus that currently threatens us most is HIV (not to mention eventual viruses like H1A1, aka swine flu) that came on the scene by the end of 20th century. That makes me think that in a hundred years when our grand-grand-grand (…) children learn of HIV when reading their didactic books (Hum… will books still exist? Will people still manage to read?), the majority of them will have no idea what it was like fearing Aids.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The plagues of the future, what will they be like? My dear grand-grand-grand (…) children, I beg you to be careful about your health and listen to your mother and grandmother and maybe grand-grandmother advices! But I guess some things really never change, and you kids probably will never listen to us…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Social classes &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Common wisdom has it (and History seems to confirm) that human beings will always be somehow divided. Be it by the color of the skin, the shape of the eyes, the family one was born into, the country one belongs to, the God one has faith in, the acquisitive power one has, the sexual orientation etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But basically the main division will always have to do with power - who has it and who does not. The old classes struggle between exploiters and exploited will always be. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unfortunately, I do not believe we are running towards more democracy, even in the so called “modern” western world. I believe we are being led to more subtle forms of servitude (not to say slavery), that is all. There will always be people who spend their entire lives and health working hard and trying to survive whereas others will simply benefit from the work of the formers not doing so much themselves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Technology &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So far everything in this text must have sounded very pessimistic. Nonetheless, I believe there will be extreme advancements in terms of technologies for improving life. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Of course it will only benefit the ones who can afford it. Somebody stop me, please!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maybe in two hundred years it will not be necessary to take a plane to visit other continents. Trains under water might connect Europe and America, for example, or Latin American and Asia through the Pacific Ocean. Does it sound unreasonable? I know, but come on, it is just a composition posted in a blog… let me wonder a little bit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Geopolitics &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;In two hundred years the international geopolitics will probably be completely changed. Maybe the world will be more Orient-oriented, since China has been growing strong despite all the frowning faces at her from America and the European Western nations. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum… if my predications are right, I guess my grand-grand-grand (...) children will not be able to read this text, for they no longer will be interested in studying English – Mandarin will be the second language everybody will struggle to command (actually, when it comes to languages, I tend to believe that we will be talking very similar all around the world, sooner than we think).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1707696286347081881?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1707696286347081881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/09/what-world-will-be-like-in-two-hundred.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1707696286347081881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1707696286347081881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/09/what-world-will-be-like-in-two-hundred.html' title='What the world will be like in two hundred years?'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3234296355016800170</id><published>2009-07-22T11:05:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T11:06:17.456-07:00</updated><title type='text'>We're a bunch of microbes</title><content type='html'>Deu no New York Times!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The typical human is home to a vast array of microbes. If you were to count them, you’d find that microbial cells outnumber your own by a factor of 10. On a cell-by-cell basis, then, you are only 10 percent human. For the rest, you are microbial. (Why don’t you see this when you look in the mirror? Because most of the microbes are bacteria, and bacterial cells are generally much smaller than animal cells. They may make up 90 percent of the cells, but they’re not 90 percent of your bulk.) "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://judson.blogs.nytimes.com/2009/07/21/microbes-r-us/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amazing, no?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3234296355016800170?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3234296355016800170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/07/were-bunch-of-microbes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3234296355016800170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3234296355016800170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/07/were-bunch-of-microbes.html' title='We&apos;re a bunch of microbes'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1558152887200432155</id><published>2009-07-09T11:46:00.001-07:00</published><updated>2009-07-09T11:46:23.656-07:00</updated><title type='text'>La Môme</title><content type='html'>Le film « Edith Piaf » raconte la vie de la célebrée chanteuse française dans l’avis de le cinéaste Olivier Dahan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L’histoire n’est pas comptée comme une ligne, mais comme se nous étions devant de un kaléidoscope, où scènes de sa enfance, jeunesse, maturité et fin sont réunis et mêlées. Personne qui ne connaît pas la vie de Piaf (comme moi jusqu’à allors) peut être confuse, mais va aimer le film malgré cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dotée d'une voix puissante, « la Môme » a été une femme d’apperance fragile, dont vie intense – marquée par l’alcool, les drogues, les tragédies, les amoureux  et les scandales – chargerait un prix à sa santé : à ses dernier instants, à l’âge de 47 ans, elle semble avoir plus de 60 ans. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La scène que m’a plus emué a été celle où elle reçoit la nouvelle de la mort de Marcel Cerdan, le grand amour de sa vie, dans un accident d’avion (celui s’écrase aux Açores). J’ai perdu une ami récemment de la même manière et je n’ai pas pu éviter pleurer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Après voir le film, J’ai lu un peu sur la vie d’Edith et J’ai découvert que Cerdan a prit l’avion au lieu du bateau parce que elle lui a demandé avec insistance (elle a voulu le voir bientôt). Je pense que elle probablement a senti très coupable par cela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1558152887200432155?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1558152887200432155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/07/la-mome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1558152887200432155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1558152887200432155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/07/la-mome.html' title='La Môme'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8084692564442976691</id><published>2009-07-06T12:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T11:18:58.020-07:00</updated><title type='text'>Quand Angèle fut seule</title><content type='html'>Le conte « Quand Angèle fut seule » raconte l’histoire d'Angèle, plus exactement au moment où elle est sortie du cimetière après l’enterrement de son mari, Baptiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angèle a perdu l’homme que a vécu avec elle pendant vingt ans. Mais elle ne semble pas triste. Vraiment, elle semble très confortable : quand sa voisine Cécile lui demande se elle n'a besoin de rien, son pensée « de quoi aurait-elle pu avoir besoin ? » semble indiquer que elle ne manque de rien ni de personne, malgré sa récente solitude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Au long de la lecture, on découvre qu'Angèle n’a pas été heureuse. Cécile un jour lui avait dit « qu’il semblait avoir aperçu Baptiste discutant avec Germaine Richard, près de la vigne ». Les mots de sa voisine semblaient suggérer qu'il y avait entre Baptiste et Germaine plus que de l'amitié. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bien que le récit ne soit pas à la première personne, le discours semble traduire tout le temps les pensées d'Angèle. Des informations sont cachées au lecteur. Comme la mort de Baptiste a été énigmatique (le médecin ne comprenait pas sa maladie), on peut penser qu'Angèle a été la responsable de son mal – mais on ne pourra jamais le savoir, ni l'affirmer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dom Casmurro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quand j’ai lu « Quand Angèle fut seule », ça a été inévitable de penser au roman « Dom Casmurro », écrit par l’auteur brésilien Machado de Assis. Narré à la première personne, le livre raconte la histoire de Bentinho et Capitu. Ils sont connus quand ils étaient enfants et sont mariés quand ils sont devenus. Mais ce que semble être une simple histoire d’amour change quand le meilleur ami de Bentinho, Escobar, meurt. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentinho observe Capitu devant le cadavre de son ami et pense que ses « yeux de gitane, obliques et dissimulés » expriment beaucoup de douleur, ou plus que de la douleur : ils expriment de la passion. À partir de ce moment, tout change. Pour Bentinho, son fils avec Capitu, Ezequiel, ressemble de plus en plus avec Escobar : c’est pour lui la preuve de la trahison de Capitu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Il est sûr que Capitu a été la maîtresse d’ Escobar. Ils se séparent. Capitu embarque avec son fils pour l’Europe, où ils meurent sans revoir Bentinho, pendant qu'il reste seul chez lui. Le mystère « Capitu a trahi Bentinho ? » n’est révélé jamais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À mon avis, les deux histoires ont en commun l’idée que le manque de vérité entre homme et femme, plus que la jalousie, peut être moralement – ou même littéralement ! – fatal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8084692564442976691?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8084692564442976691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/07/quand-angele-fut-seule.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8084692564442976691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8084692564442976691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/07/quand-angele-fut-seule.html' title='Quand Angèle fut seule'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-8007257636297690343</id><published>2009-06-02T07:09:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T07:10:12.249-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não consigo deixar de pensar na mãe da Drica. O que passará pela sua cabeça? Aquela vastidão azul. Onde estará minha filha? Uma agulha no palheiro. Aquela massa imensa de água contra ela. Entre ela e sua filhinha. Meu Deus em que eu não creio, como isso dói. Amém, amém, amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Amém, amém, amém.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo ouvir a Drica falando isso daquele jeito engraçado dela, como se fosse um personagem recém saído de um sitcom. Consigo imaginar o ritmo do gesto, da voz, a expressão, o olhar, o arquear de suas sobrancelhas daquele jeito tão divertido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Adriana... não pode ser... não com a nossa Adriana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta para dizer que foi mais uma das suas aventuras. Vem nos contar como é que foi. Vem, que eu acredito que você ainda está aqui, de alguma forma, que você vai marcar um almoço conosco na próxima semana para nos dizer o que aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lost. Completely lost. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será tolice? Será teimosia minha? Mas é tão difícil aceitar. Eu ainda não aceito. Deem-me provas concretas dessa sandice que estão dizendo. Quero pensar no piloto que pousou sobre as águas do Hudson. Nos milagres que vez por outra se conta nos jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é mesmo verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade, eu não posso deixar de comparar tua partida – ai, que estranho escrever isso, que estranho – não posso deixar de comparar com o destino que teve outro jornalista, outro coleguinha nosso, o Silva Jardim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragado pelo Vesúvio, até no fim teve de ser extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com você... será? Será o mesmo? Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não se publica uma linha aqui no Império? Por quê? Até isso me revolta! Você me trouxe até aqui, lembra? Eu não esqueci não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Drica... tão divertida... tão sincera... tão amiga. Ah, Drica, Drica, Drica...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-8007257636297690343?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/8007257636297690343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/06/nao-consigo-deixar-de-pensar-na-mae-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8007257636297690343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/8007257636297690343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/06/nao-consigo-deixar-de-pensar-na-mae-da.html' title=''/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-6312034226893107820</id><published>2009-05-28T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T05:11:59.493-07:00</updated><title type='text'>Construindo uma imagem</title><content type='html'>Estou com vontade de fazer um estudo analisando as notícias veiculadas pela BBC de Londres a respeito do continente africano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistematicamente, a gigante midiática veicula notícias como uma que escutei hoje pela manhã, sobre gangues que assassinam albinos em série em Burundi para vender partes dos cadáveres a grupos que realizam rituais de bruxaria na Tanzânia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exótico, grotesco, bizarro. Essa costuma ser a tônica da maior parte das notícias produzidas a respeito daquele continente, sempre dando a impressão de que a mama África é uma terra atrasada e ignóbil, completamente mergulhada na ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O que serve como justificativa ideológica para as constantes intervenções de organismos internacionais supostamente bem intencionados na região).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de que uma vez, na creche da minha filha mais velha, solicitaram uma pesquisa sobre a cultura africana. Imagino o sem-número de pais que mandaram imagens de comunidades tribais, com indumentárias primitivas e coisas do gênero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz questão de mandar imagens da nova capital que será construída em Angola. Linda, com desenho do Oscar Niemeyer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que África tem de ser sinônimo de miséria e atraso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será pelo mesmo motivo que o Oriente é sinônimo de mistério e ebulição? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que achamos que os europeus são mais cultos e educados que nós? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dizer dos hooligans, que em matéria de brutalidade nada diferem dos imbecis que a caminho do Maracanã destroem lixeiras, depredam o patrimônio, agridem e matam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que um hoolingan é menos selvagem e assassino que um integrante dessas gangues do Burundi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só porque nasceu em solo europeu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-6312034226893107820?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/6312034226893107820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/05/construindo-uma-imagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6312034226893107820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6312034226893107820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/05/construindo-uma-imagem.html' title='Construindo uma imagem'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1641317294251255721</id><published>2009-05-18T12:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T12:17:06.437-07:00</updated><title type='text'>Bartleby, o escriturário</title><content type='html'>O pequeno conto “Bartleby”, de Herman Melville, é uma daquelas leituras que se fixam no imaginário menos pelo que dizem que pelo que deixam de dizer. Cabe ao leitor preencher as lacunas a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é narrado em primeira pessoa. A voz que fala é a de um advogado em &lt;em&gt;Wall Street&lt;/em&gt;, por volta dos sessenta anos, pouco preocupado com o poder, tampouco com a glória. Sua existência é assumida e deliberadamente distinta da que seria a de um poeta; para ele, &lt;em&gt;“a vida mais fácil é também a melhor”&lt;/em&gt;; como advogado, não ambiciona grandes feitos, apenas uma renda razoável e regular; não sente qualquer mal estar com a ideia de ocupar vitaliciamente um cargo em que não pudesse executar efetivamente nada, desde que bem remunerado, como conselheiro do extinto Tribunal de Chancelaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As janelas de seu escritório, no segundo andar de um prédio qualquer em &lt;em&gt;Wall Street&lt;/em&gt;, vislumbram, de um lado, uma vista que &lt;em&gt;“podia ser considerada mais insípida do que qualquer outra coisa e carente daquilo que os paisagistas chamam de ‘vida’”&lt;/em&gt;; e de outro, &lt;em&gt;“uma imensa parede de tijolos escurecidos pelo tempo e pela permanente ausência de sol”&lt;/em&gt;. Mas para esse homem aparentemente sem paixões ou interesses estéticos mais amplos, nada disso parece ter importância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto avança como um estudo da mente desse advogado, que em momento algum nos diz seu nome, e que terá de lidar com uma situação totalmente além das fronteiras de sua experiência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os funcionários de seu escritório são um bêbado excêntrico, o sessentão Turkey; um jovem irascível, que sofre de indigestão crônica, Nippers; e um menino diligente, Ginger boy. A vida seguia modorrenta e relativamente tranquila no escritório, a indolência vespertina de Turkey (graças ao vinho tomado no almoço) e o mau humor matinal de Nippers (provavelmente devido às dores de estômago) se contrabalançando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a chegada pálida de Bartleby, o escriturário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma assombração, calado, discreto, eficiente, Bartleby a princípio parece inofensivo. Até sua primeira recusa a uma demanda de seu superior – sem indolência, sem um pingo de arrogância, e talvez por isso mesmo tão desconcertante: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“- Eu preferia não fazer”&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1641317294251255721?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1641317294251255721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/05/bartleby-o-escriturario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1641317294251255721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1641317294251255721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2009/05/bartleby-o-escriturario.html' title='Bartleby, o escriturário'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1219924765392086088</id><published>2008-07-21T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-21T07:11:45.710-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma entrevista &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhava numa assessoria de imprensa em moda. Mas a combinação trabalho informal + empresa pequena + clientes ameaçando debandar não estava caindo muito bem. O próprio chefe, num gesto raro de generosidade, havia alertado sobre a situação e dito: "se você quiser procurar um emprego melhor, não hesite... Sei dos seus compromissos, não poderia te impedir". Assim começou o garimpo por oportunidades, os contatos com amigos, conhecidos, ex-chefes, colegas de faculdade, enfim, o investimento no famoso network... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante um coffee break da pós que se deu a investida mais auspiciosa: numa rodinha de bate-papo, uma explicação breve sobre a situação da empresa e, com um ar blasé-mas-nem-tanto, disse que estava buscando uma recolocação profissional – modo sutil de dizer "gente, eu preciso de um emprego!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve aqueles que não deram muita bola, entretidos em elucubrações sobre a textura do pão de queijo. Outros se limitaram a uma função fática básica: "poxa, a sua empresa está ruim é? Que coisa, menina...". Antes que suspirasse com aquela cara de "foi em vão", porém, uma amiga com a qual já havia realizado alguns trabalhos do curso disse as palavras mágicas: "que coincidência, está para pintar uma vaga na área em que eu estou trabalhando. Manda o seu currículo para mim nessa semana". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito. A conversa se passou num sábado. Na segunda-feira, foi enviado o currículo, impecável. Quinta-feira, no meio do expediente na assessoria, a amiga liga no celular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você pode vir conversar com o meu gerente hoje? Eu passei seu currículo para ele, e agora no fim da tarde ele vai ter um tempinho, quer conversar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num breve relance, a reflexão sobre o modo como estava vestida. Sandálias rasteiríssimas, calça jeans terminando um palmo abaixo do umbigo, mini-blusa começando um palmo acima, e um rabo-de-cavalo desses que se usa na quarta-série (bem, era uma assessoria sem muitas convenções ou exigências para quem trabalhava internamente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim, Adriana? Eu estou no meio do trabalho, não tem condições de eu conversar com ele hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E amanhã, pode ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... claro, claro que pode! [&lt;em&gt;Melhor não embromar muito...&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali começou o corre-corre desvairado pelos shoppings da cidade para montar o figurino completo, digno das receitas de bolo estampadas nas páginas da "Você S.A" e "Vida Executiva". &lt;br /&gt;                                                                                     ***&lt;br /&gt;Sexta-feira, 10h da manhã, a chegada ao hall do prédio onde seria realizada a entrevista, o Edifício Sede da companhia, centro do Rio de Janeiro. Terno preto, camisa branca, um par de scarpins estalando de novos, brincos de pérola, unhas feitas, perfume suave, maquiagem discreta, cabelos cortados acima dos ombros – só não havia feito escova porque, ora, porque nunca havia feito escova, e destruir os cachos já seria um pouco demais. Alguma coisa tinha de estar espontânea naquele momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava inacreditavelmente calma ao entrar na sala onde a entrevista seria realizada. Pessoas trabalhando, concentradas em suas máquinas, clima de tranqüilidade. Aquele que poderia vir a ser o futuro chefe se apresentou, convidou para sentar e começou uma conversa amena, antes das perguntas sobre o currículo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que uma pós em gestão do conhecimento e não em marketing?" "Você fala inglês bem? Fluente?" "Trabalhou no IPPMG, filha? [&lt;em&gt;IPPMG, para quem não conhece, é o segundo maior hospital da UFRJ, voltado à pediatria&lt;/em&gt;]. Eu trabalhei no IPPMG antes de entrar na Petrobras! Olha só que coincidência!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Suspiro. Coincidência, isso é bom sinal? É? É bom sinal? Tomara que sim&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a hora do pulo do gato. "Filha, gostei muito do seu currículo, mas para te contratar eu precisaria ler alguma coisa que você escreveu". Sem problemas! Um rápido acesso à Internet em um dos computadores disponíveis na sala e, &lt;em&gt;voi-là&lt;/em&gt;, saíram quentes da impressora as páginas com alguns dos textos da época em que escrevia matérias sobre inteligência empresarial para um website.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não demorou mais que um minuto lendo provavelmente dois ou três parágrafos dos textos. Levantou os olhos e disse de chofre: "pois é, filha, não tem o que discutir, você está contratada. Começa na segunda-feira. Você é recém-formada, então o seu salário...". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ele tenha achado um pouco estranho a cara de completa abobalhada da moça que até aquele momento lhe parecera tão sisuda e segura de si. Ou talvez estivesse acostumado com aquilo e gostasse de ver a reação dos entrevistados ao receberem um "você está contratado" assim, de supetão. Mais tarde, descobriria que ele adorava ver a reação das pessoas diante de convites como "filha, você vai ter de fazer um passeio de helicóptero para conhecer uma plataforma. Algum problema em voar de helicóptero?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Descobriria também que todo o investimento no visual e na postura havia valido a pena. O gerente levava muito a sério esse valor intangível que tem a imagem de um profissional, uma equipe, uma organização. Inadmissível que um coordenador sob sua gerência fosse a uma reunião com uma caneta bic pendurada no bolso da camisa. E teve aquela vez em que desistiu de contratar uma consultora que, apesar do currículo reluzente, insistira em ir à entrevista mascando ruidosamente um chiclete). &lt;br /&gt;                                                                                    ***&lt;br /&gt;Ao sair do prédio, flutuava; sequer sentia o salto do scarpin se destruindo nas pedras portuguesas das calçadas do centro da cidade (como é difícil ser elegante na Cidade Maravilhosa, onde tudo conspira para o despojamento...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flutuava, sim. É que a vida vinha muito difícil. Tinha o medo que muitos estudantes universitários têm de concluir a faculdade e passar meses, um ano, dois até com o diploma debaixo do braço e sem exercer a profissão – o que, aliás, seria uma sorte ainda maior do que nunca chegar a exercê-la, desistir e terminar ficando no meio do caminho, assim pensava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para agravar o drama, diferentemente de muitos colegas da mesma idade – tinha 23 anos na época –, não estava vivendo na casa dos pais, sem preocupação em fazer mercado ou pagar contas. Já vivia sozinha, com a filhota que havia nascido ainda no tempo em que cursava a faculdade. Uma luta cuja história, prometo, conto noutra ocasião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1219924765392086088?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1219924765392086088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/07/uma-entrevista-trabalhava-numa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1219924765392086088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1219924765392086088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/07/uma-entrevista-trabalhava-numa.html' title=''/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-1517505445981254898</id><published>2008-04-04T13:09:00.000-07:00</published><updated>2008-04-04T13:13:42.972-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Juarez de Brito: Volante Irreverente de Conservatória&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Texto de Clarissa Alves Machado e Luiz Carlos Prestes Filho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção musical.&lt;/strong&gt; Madrugada. A Van sai de Irajá, atravessa a Avenida Brasil, entra na Penha, pega gente; vai até os bairros do Leblon e Flamengo, pega mais gente. Já amanheceu. Faz rápida escala na Rodoviária Novo Rio, onde entram novos passageiros. Em Nova Iguaçu, sobem os últimos. Em seguida, vai direto a Conservatória, Capital Brasileira das Serestas e Serenatas, com direito a esticar as pernas na Parada Modelo, que fica logo após o pedágio na Rodovia Presidente Dutra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No volante, Juarez de Brito, proprietário da Van: "Foi no início de 1978 que conheci Conservatória, e depois disso a cidade nunca mais saiu da minha vida. Papai havia sido convidado pela Rede Globo para gravar uma matéria especial, a idéia era mostrar Guilherme de Brito entre os Seresteiros de Conservatória, e eu fui o responsável pelo transporte dele até lá. Papai só confiava na minha direção, não aceitou ir noutro carro. Lembro que enfrentamos uma estrada de chão batido e ficamos hospedados no Hotel Vila Real, do saudoso Seu Luis”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serenata.&lt;/strong&gt; Foi naquela visita que o fundador do movimento da Serenata, José Borges, lhe disse: “menino, você tem de seguir os passos de seu pai’". Em Conservatória, após deixar os visitantes nos hotéis e pousadas, o "empresário de transporte", como é conhecido, se transforma em seresteiro: pega o seu violão e se une a Joubert, irmão de José Borges, que continua na liderança do movimento musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sinto saudade do tempo em que toda cidade se mobilizava em torno da serenata. A população local participava mesmo. Os violões iam até a Locomotiva, e quando se passava pelas janelas das casas, as pessoas ofereciam café. Uns, um café que nem tinta, outros, um café que parecia chá de batata, mas todos estavam na janela para acompanhar”, brinca um Juarez nostálgico. “Hoje, o Joubert e o Edgard são os grandes bastiões da Serenata. Mas temos que saber criar uma nova geração. Como sócio da União Brasileira de Compositores (UBC), entidade onde meu pai foi diretor, consegui apoio para comprar dezenas de violões para um projeto que idealizei, de formar jovens seresteiros. Quem sabe, em breve, pode dá certo?", pensa Juarez, que também participa e apóia outra iniciativa da UBC – o projeto VIVA O COMPOSITOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irreverência.&lt;/strong&gt; Para Sebastião Martinez, empresário local, a presença de Juarez na localidade encanta os turistas: "Primeiro pela lembrança de seu pai, lenda da MPB, parceiro de Nelson Cavaquinho; segundo, por conta das músicas e histórias irreverentes que ele conta nos cafés da manhã na minha pousada”, revela o dono da Pousada Martinez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu, irreverente?", pergunta rindo Juarez. Diz que somente conta para os presentes algumas passagens de sua vida, como a de uma entrevista de seu pai no rádio, quando foi questionado no ar: “Guilherme, você é famoso por ser sempre um cara muito honesto, correto, metódico, pontual. Você nunca fez nenhuma besteira na vida?", ao que Guilherme de Brito respondeu: "Fiz, sim. Meu filho." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na Pousada Martinez, aliás, que um dos episódios mais inusitados de sua vida artística teve lugar... o qüiproquó aconteceu quando Juarez cantava uma “declaração de amor” muito peculiar, feita para sua esposa, chamada “Mulher Perfeita”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor: salve este contracheque maravilhoso! Senha: 8832 (fala)/ Vou descrever uma mulher perfeita / Por coincidência vive ao meu lado / Rostinho cheio, cabelo aloirado / Papo no queixo e em outras partes mais/ No corpo inteiro leva só pelanca / Sua barriga não vou comentar / Na linda perna tem tanta varizes / Sinceramente eu acho indecente / Até parece o rio Amazonas / Acompanhado dos seus afluentes /Vive falando que vai na Socila / Nem ela mesma sabe por que vai / Quando se arruma põe tanta cinta / Toda família ajuda a apertar / Mas felizmente, ela é minha esposa / Tem uma filha e um filho moço / Pra quem há tempos comeu a carne, só resta agora resta roer o osso / Se ela morrer eu morro (fala).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que uma mulher, juíza aposentada, se levanta e, aos berros, parte para cima de Juarez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa sua canção que é uma aberração, é uma indecência! Você é uma coisa horrorosa, você é um típico homem brasileiro, você não respeita nem sua mãe, nem sua filha... não tem amor em você, seu cafajeste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu?! Mas... minha mulher está aqui ao meu lado... ela gosta e admira minha obra musical e o meu jeito de cantar! Quanta bravata a senhora está jogando para cima de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou processar você e estes seus amigos! Que horror, na cidade de canções românticas surgir um vagabundo assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peraí! A senhora pode não gostar da minha declaração de amor a minha mulher... mas eu sou trabalhador, eduquei meus filhos com o suor do meu trabalho. Peraí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou processar!!! Vou processar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memórias.&lt;/strong&gt; Nascido e criado na favela de Ramos, Juarez sempre admirou e seguiu os passos do pai e da mãe, Dona Nena: "Papai era atento, não deixava eu e a minha irmã, Diana, ir para a escola nos dias em que a favela ficava cercada pela polícia ou quando os traficantes colocavam drogas nas mochilas das crianças para fazer chegar do outro lado da Avenida Brasil. Foi ele que me encaminhou para estudar música no Conservatório de Música de Ramos. Mas nossa família não tinha recursos para comprar um piano para eu estudar em casa. A solução que papai encontrou foi me presentear com um acordeon. Eu detestei! Na escola, a criançada chamava aquilo de piano de colo. Desmotivado, acabei tomando gosto pelo violão. Eu tinha dois tios que tocavam na rádio Roquete Pinto: o Waguinho, que tocava o de sete cordas, e o Álvaro, que tocava o de 6 cordas. Foi com eles que aprendi a tocar, por volta dos doze anos." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentos daqueles anos de infância estão expostos nas vitrines do Museu Guilherme de Brito, no centro de Conservatória. Local para onde o próprio Guilherme doou todo o seu acervo artístico e de vida profissional de contador.  Para Wolney Porto, diretor do museu, o desafio da exposição foi fazer valer a letra da canção Quando Eu Me Chamar Saudade, uma das parcerias mais conhecidas de Guilherme de Brito com Nelson Cavaquinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que amanhã / Quando eu morrer / Os meus amigos vão dizer / Que eu tinha um bom coração / Alguns até hão de chorar / E querer me homenagear / Fazendo de ouro um violão / Mas depois que o tempo passar / Sei que ninguém vai se lembrar / Que eu fui embora / Por isso é que eu penso assim / Se alguém quiser fazer por mim / Que faça agora / Me dê as flores em vida / O carinho / A mão amiga / Para aliviar meus ais / Depois que eu me chamar saudade / Não preciso de vaidade / Quero preces e nada mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O museu surgiu por conta de minha proposta e do empenho do Guilherme e de Dona Nena", conta Wolney. "Lembro o quanto ele ficava inseguro em transportar todo este material único, com fotos, discos, objetos e até quadros pintados por ele. Mas na abertura ficou comovido, pois muitos de seus parceiros não tiveram a mesma sorte. As imagens de Clara Nunes e do Pixinguinha ao seu lado são memoráveis! Todo visitante pergunta se são fotografias originais mesmo. Quando afirmo que tudo veio da casa do Guilherme, ficam em estado de graça." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe não é a esta simplicidade dos anônimos visitantes do museu Guilherme de Brito que Juarez se refere ao falar de sua ligação com Conservatória: "Eu me encontro nesta gente humilde, na conversa à toa jogada fora nos botequins, na música que essa gente simples guarda com suas recordações, que busca no museu. Isso faz me sentir em casa, me traz de volta o calor do meu pai que já se foi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A flor e o espinho” e “The top cats”. &lt;/strong&gt;Foi com a benção de José e Joubert Borges que Juarez formou, no início da década de 1980, o grupo “A flor e o espinho” (nome sugerido pelo pai, inspirado em uma de suas mais famosas composições). Além do violão de 7 cordas de Juarez, o grupo contava com o violão de 6 cordas de Ney Vieira, o cavaquinho de César, o bandolim de Paulinho e o pandeiro de Joel Maluco. Para cantar, Joel convidou um primo seu, Zeca, que acompanhou o grupo entre 1982/1983(algum tempo depois, esse mesmo Zeca começaria a freqüentar o “Cacique de Ramos”, onde conheceria Beth Carvalho – que lhe daria o auspicioso apelido de “Pagodinho”). O grupo “A flor e o espinho” fez apresentações nos Clubes Guanabara, Viçosa, Florença e Curtume Carioca, e foi desfeito no final dos anos 1980. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da trajetória musical de Juarez, porém, vem de mais longe: no tempo em que ainda servia o Exército, em que chegou a cabo no ano de 1968, já cantava composições próprias. Depois, aos vinte e poucos anos, criou o conjunto de rock "The top cats", imitação assumida do grupo "The pops". O guitarrista da banda era o atual subchefe da polícia civil, Dr. Ricardo Martins. No contrabaixo, ficava Irineu, hoje marido da irmã de Juarez. O grupo tocava no Programa Haroldo de Andrade, no Canal Excelsior, e em paragens como o Clube Viçosa, em Vista Alegre, bairro de Irajá, no Clube Curtume Carioca, bairro da Penha, e no Tijuca Tênis Clube, na zona norte da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, num concurso em que concorriam bandas como “The Fevers” e “Golden Boys”, conquistaram o primeiro lugar. Mas o dia em que iriam gravar o primeiro LP foi o mesmo em que Juarez deveria começar a trabalhar na Souza Cruz, através de um pedido de seu pai. Entre tentar a sorte e aceitar o emprego fixo, ficou com a segunda opção. Juarez lembra que, nessa ocasião, o próprio Haroldo de Andrade, que então morava em Brás de Pina, o chamou e insistiu para que fosse gravar o LP. Mesmo assim, não foi, e sem ele o restante do grupo desistiu de ir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perdas e Ganhos.&lt;/strong&gt; Na Souza Cruz, Juarez trabalharia por dez anos. Lá também trabalhava Valquíria, uma moça que, como ele, morava em Irajá. Os dois não se conheciam muito bem, mas colegas perguntaram a ele se não poderia dar uma carona para a moça, que estava muito abalada com a perda recente de um irmão. As viagens lado a lado até Irajá acabariam numa união que já dura há 38 anos – e na “declaração de amor” contada lá em cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, Juarez e Valquíria decidiram juntos pedir demissão da Souza Cruz. Com o dinheiro obtido, comprariam o primeiro apartamento e um táxi. Talvez tenham sido os cinco anos em que Juarez trabalhou como taxista que definiram dois de seus traços marcantes: a paixão por dirigir (em tempo: o último desejo de nosso entrevistado é ser enterrado junto ao volante de um monza que guarda secretamente em sua casa com esse único propósito) e o jeito hábil de lidar com o público, que lhe dá ares perenes de relações públicas. Foi o jeito divertido e carismático, aliás, que fez um amigo pressentir no taxista um talento para vendas, de onde veio o convite para trabalhar na empresa Tupaíba Ferro e Aço. Lá, Juarez faria carreira, fechando com habilidade negociações importantes e cativando a clientela com a muita graça e bom humor costumeiros. Em 1997, depois de 15 anos de trabalho no setor, decidiu finalmente se aposentar, para tristeza do amigo. Foi com a aposentadoria que a vida como “empresário de transporte” começou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hora de voltar.&lt;/strong&gt; A Van reúne os visitantes, que levarão belas memórias de Conservatória. Passa por Nova Iguaçu e deixa passageiros; faz escala na Rodoviária Novo Rio, nova despedida; vai até os bairros do Leblon e Flamengo, deixa mais gente; chega até a Penha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiadores do projeto VIVA O COMPOSITOR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hotel Fazenda Rochedo&lt;br /&gt;Museu da Seresta&lt;br /&gt;Pousada Martinez&lt;br /&gt;Pousada Serras Verdes&lt;br /&gt;Pousada Sol Maior&lt;br /&gt;Restaurante Dó-Ré-Mi&lt;br /&gt;Transportes Juarez de Brito&lt;br /&gt;(21) 2473-1417 / (21) 9715-2511 / (21) 9911-1221&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Os autores: Clarissa Alves Machado é jornalista. Luiz Carlos Prestes Filho é diretor de filmes documentários para TV e cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-1517505445981254898?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/1517505445981254898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/04/juarez-de-brito-volante-irreverente-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1517505445981254898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/1517505445981254898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/04/juarez-de-brito-volante-irreverente-de.html' title=''/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3238050910256065784</id><published>2008-03-06T05:46:00.001-08:00</published><updated>2008-12-11T18:21:02.862-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/R8_4w07jFYI/AAAAAAAAAAc/ez3ImEyrCv4/s1600-h/conservatoria+022.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/R8_4w07jFYI/AAAAAAAAAAc/ez3ImEyrCv4/s200/conservatoria+022.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174628014597805442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Travessia de Lígia Jacques e de Rogério Leonel... &lt;br /&gt;por Conservatória&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto de Clarissa Alves Machado e Luiz Carlos Prestes Filho&lt;br /&gt;Legenda da fotografia: O casal Ligia Jacques e Rogério Leonel&lt;br /&gt;com o seresteiro Joubert de Freitas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sentimos em Conservatória que estamos vivos, que a nossa arte vai sobreviver aos tempos. Como seria importante para os músicos de Belo Horizonte sentir o que sentimos neste momento. Aqui não é a mídia que manda. Aqui se preserva o DNA da nossa canção de amor”, desabafou, entre um gole e outro de cachaça, Rogério Leonel, no Restaurante Dó-Ré-Mi, local de encontros poético-musicais no centro de Conservatória. Visitando a Capital das Serestas e Serenatas pelo projeto &lt;strong&gt;VIVA O COMPOSITOR &lt;/strong&gt;da UBC, ao lado da cantora Lígia Jacques, sua companheira de vida e de profissão, o músico era a própria confirmação das profecias de José Borges: “Virá um futuro em que os compositores e músicos profissionais virão ouvir os seresteiros para sentir o sabor da improvisação, do amadorismo, das vozes desafinadas, mas cheias de amor e espontaneidade que faltam no mundo de negócios musicais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lígia, que comparou a seresta a um ritual “quase religioso, parecido com a comunhão da meditação”, cantou para o seresteiro Joubert – irmão mais moço de José Borges, que com ele fundou a tradição da serenata – logo no primeiro dia de sua viagem a Conservatória. Ao conhecer, no Museu da Seresta, a cantora mineira que desde os fins da década de 70 atua no cenário musical de Belo Horizonte, Joubert lhe pediu que mandasse um beijo para todas as mulheres de BH – para os homens, mandou apenas um “cruz credo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Casamos na música”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A parceria musical de Rogério e Ligia começou em 1979. Naquele ano, seria realizado o Festival de Música da UFMG (onde Ligia então cursava Biblioteconomia), e ela foi convidada para cantar a canção que ele havia preparado para o festival. “O primeiro arranjo vocal de música popular que eu fiz, foi a primeira que ela cantou”, conta ele. Os dois se conheceriam no “Bar do Tadeu”, ponto de referência dos músicos de Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa época, Rogério – filho de um sanfoneiro do interior de Minas, que aos dez anos ganhara o primeiro violão e aos treze “tirava de ouvido” grandes artistas – já vivia de música, enquanto Ligia começava a se integrar a esse universo, atuando junto ao “Grupo Mambembe” (ligado a outros importantes nomes da música mineira, como Toninho Camargo, Ricardo Faria e Titane). “Rogério influenciou e desenvolveu a minha trajetória”, diz Ligia, a quem as turnês levariam a se apresentar em cidades como Brasília, São Paulo, Campinas e, no interior de Minas, Januária e Itambacuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Museu Vicente Celestino&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As imagens nas paredes do Museu Vicente Celestino, atraíram a atenção do casal, por remeter a um universo de 80 anos atrás. Entre as peças em exposição, o figurino do filme “O Ébrio”, o piano de Vicente Celestino – sobre o qual há um antigo e amarelecido livro de partituras editadas pela UBC –, prêmios de Jorge Goulart e Nora Ney, documentos de Silvio Caldas e Clara Nunes, figurinos de Gilda Abreu e Emilinha Borba. Universos que poderiam ter desaparecido se não fossem os cuidados de Wolney Porto, curador do museu: “Hoje meu trabalho está cada vez mais técnico, seco. Tento não me angustiar com tantos fragmentos de nossa História que estão desaparecendo por falta de apoio financeiro. Tem meses que não tenho recursos para comprar material para combater fungos e cupins. Até mesmo a conta de telefone já foi cortada. Mas essa é a vida de quem trabalha com a memória nacional. Já me conformei. Tento não me emocionar mais”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenha certeza Wolney”, rebateu Rogério, “que seu trabalho é importante por este lado do sacerdócio. Por demonstrar que nada nesta vida tem somente o valor do dinheiro. Existe no seu museu Vicente Celestino o valor da energia, o valor da ‘sentimentação’, o valor do simbolismo. É uma força enorme que envolve até o visitante apressado, que termina abatido pelo encantamento”, disse emocionado. Durante a visita, a presença da atmosfera da Rádio Nacional, especialmente na área dedicada ao casal Jorge Goulart e Nora Ney, lhe fez lembrar do tempo em que sintonizava o rádio para ouvir o irmão mais velho, Antônio, cantar num programa realizado na cidade mineira de Passos. O irmão, já falecido, era dez anos mais velho e “tinhoso, não perdia uma briga”, o que lhe valeu o apelido desde pequeno de “Antônio Lampião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o casal, que trabalha com o repertório da MPB, o Museu Clube da Esquina, em Belo Horizonte, é bem diferente dos museus de Conservatória, que ficam abertos nas madrugadas, esperando a passagem dos seresteiros e, conseqüentemente, dos turistas. “O Museu Clube da esquina tem ciclos de palestras, reúne compositores e músicos que fizeram parte daquele movimento cultural, divulga o conteúdo de toda uma geração, mas não tem esse diálogo mágico que o Wolney criou. Penso que haveria espaço para um intercâmbio super-positivo entre as instituições”, diz Rogério. “Quem sabe poderíamos lá organizar um ciclo sobre a serenata de Conservatória, que promoveu o desenvolvimento econômico e social da localidade, e o Clube da Esquina, que interferiu nos processos políticos e estéticos de todo o Brasil nos anos70?”, sugere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Baião Barroco&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na seresta da Pousada Sol Maior, Rogério acompanhou Ligia na interpretação de Baião Barroco, música de Juarez Moreira letrada por Simone Guimarães, criada em 1989. Nas mãos, o violão feito sob medida na oficina de Vergílio Lima, de Sabará, com afinação “Rio Abaixo”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“... Chama o povo que a noite estrelou / Vidro de fogo e vento de palmeira / Um homem saiu de dentro de uma estrela / E me dizia o teu nome, o teu nome, o teu nome... / O teu nome, o teu nome / Então um anjo voou da boca de um cantor / É meu canto de amor ...” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Juarez Moreira, outros nomes destacados pelo casal no cenário musical da BH de hoje são Toninho Horta (um dos fundadores do Grupo Mambembe, cuja poesia tem forte ligação com a de Noel Rosa), Ladston do Nascimento, Sérgio Santos (parceiro de Paulo César Pinheiro), Flávio Henrique, Weber Lopes, Oiliam Lana (destaque da música erudita mineira), a cantora Loslena (que tem resgatado os trabalhos de Zé Neto, indigenista e poeta, autor de “Paraisagem”), e Hufo Herrera, argentino há vinte anos radicado em BH. Ligia considera que o crescimento da produção musical dos últimos anos é parte de um movimento geral: “A música instrumental cresceu depois da regulamentação da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, que estimulou a produção de CDs e espetáculos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As experiências do casal no ensino de música e canto (Ligia atua como professora de canto e preparadora vocal; Rogério leciona música em escolas, como o tradicional Colégio Estadual Milton Campos) lhes permite acompanhar o desenvolvimento das futuras gerações na música. Na opinião do professor Rogério, harmonia é um dos desafios para a maioria dos músicos. “Há aqueles que têm harmonia, mas não têm poesia, e aqueles que têm poesia, mas não conseguem ter harmonia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a arrecadação de direitos autorais dos compositores, músicos, arranjadores e intérpretes mineiros, ainda incipiente diante de sua importância, os dois pensam que se deve à falta de uma cultura de valorização da importância da gestão de bens intangíveis: “Existe uma dificuldade no entendimento do papel estratégico dos direitos autorais. Os valores de arrecadação e de distribuição, dizem alguns profissionais, são baixos e isso faz eles não correrem atrás de informações sobre o tema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Travessia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Quando você foi embora, fez-se noite o meu viver...”. Antes de partir de Conservatória, Ligia prestigiou as pessoas à sua volta cantarolando a conhecida música de Milton Nascimento e do amigo do casal Fernando Brant: “Brant não deve ter noção do que se fez nestas terras pela música brasileira, inclusive, pelas canções que ele compôs. Quando vemos as centenas de placas que contêm o título e o nome do autor de uma canção, afixadas nas fachadas das casas de Conservatória, o coração diz que ele tem que conhecer este lugar. O Fernando tem que viver estas placas inauguradas por um Dorival Caimmy, Paulinho Tapajós, Edmundo Souto, João Roberto Kelly, J .Junior, Beth Carvalho. Ele vai adorar ouvir as vozes desafinadas cheias de amor e espontaneidade”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disco:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Choro Barroco (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Site oficial Ligia Jacques&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ligiajacques.com.br/"&gt;http://www.ligiajacques.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site da oficina do Luthier Vergílio Lima&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/vergilioarturlima/"&gt;http://br.geocities.com/vergilioarturlima/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museu Clube da Esquina&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.museudapessoa.net/clube/index.shtml"&gt;http://www.museudapessoa.net/clube/index.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra de Baião Barroco&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/simone-guimaraes/608926/"&gt;http://letras.terra.com.br/simone-guimaraes/608926/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fotografia:&lt;/strong&gt; Lena Bela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiadores do projeto VIVA O COMPOSITOR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hotel Fazenda Rochedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousada Serras Verdes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousada Sol Maior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousada Martinez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurante Dó-Ré-Mi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transportes Juarez de Brito&lt;br /&gt;(21) 2473-1417 / (21) 9715-2511 / (21) 9911-1221&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museu da Seresta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Os autores: Clarissa Alves Machado é jornalista. Luiz Carlos Prestes Filho é diretor de filmes documentários para TV e cinema.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3238050910256065784?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3238050910256065784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/03/travessia-de-lgia-jacques-e-de-rogrio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3238050910256065784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3238050910256065784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/03/travessia-de-lgia-jacques-e-de-rogrio.html' title=''/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/R8_4w07jFYI/AAAAAAAAAAc/ez3ImEyrCv4/s72-c/conservatoria+022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-3649669667058772093</id><published>2008-02-28T06:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T18:21:03.059-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/R8bGWJLUczI/AAAAAAAAAAM/gw2FpI0M1ms/s1600-h/ZÃ©+Calixto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172039305804411698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/R8bGWJLUczI/AAAAAAAAAAM/gw2FpI0M1ms/s320/Z%C3%A9+Calixto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Sanfona invade a cidade das Serestas e Serenatas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sanfoneiro Zé Calixto, sócio da UBC há 40 anos, visita Conservatória, capital brasileira da música&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Texto de Clarissa Alves Machado e Luiz Carlos Prestes Filho*&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Tocar uma sanfona de oito baixos é mais difícil que acordeão. Até porque não tem mestre para ensinar", gaba-se, orgulhoso, o sanfoneiro Zé Calixto para o seresteiro Odilon Parente, proprietário da pousada "&lt;a href="http://www.pousadassolmaior.com.br/"&gt;Sol Maior&lt;/a&gt;", localizada na Capital das Serestas e Serenatas, Conservatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas nossa localidade", rebate Odilon, "é original e impossível de ser copiada, apesar de muito pequenina como sua sanfona de oito baixos. E não adianta levar nossos seresteiros para Diamantina, Parati ou Ouro Preto, somente o nosso casario imperial, somente este pano de fundo, faz brotar e morrer a magia das canções de amor todos finais de semana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sanfoneiro sorri matreiro e responde que a sorte então está do seu lado, pois se Conservatória tem que ser visitada para ser conhecida, seu instrumento tem muita mobilidade, pode invadir qualquer recanto deste Brasil, como a Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e as festas de São João de Mossoró, no Rio Grande do Norte: "Ninguém pode ignorar o poder deste meu pé-de-bode!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a platéia da seresta que acontece todos os sábados entre as 18h e 20h na "Sol Maior", Zé Calixto explica melhor: "Qualquer tecla do acordeão, abrindo ou fechando, dá somente uma nota musical. Já na minha sanfona, abrindo a tecla dá uma nota, fechando faz outra. Isso afasta o caboclo fraco de imaginação e disciplina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parcerias de ouro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acompanhado de sua mulher, Rita, ele se viu mergulhado nos aplausos daqueles para quem sua música e instrumento são referências da brasilidade. Natural da Paraíba, Zé Calixto conta que nasceu no dia 16/07/1933, mas que por um erro cometido no cartório foi registrado com a data de nascimento de um primo falecido, com quem passou os primeiros anos de vida. Os dois eram Zé, então o tabelião confundiu e colocou na certidão o dia 11/08/1935: "Assim fiquei mais jovem dois anos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do seu casamento, que no ano que vem completa 50 anos, vieram quatro filhos, oito netos e um bisneto. Sua filha caçula é afilhada do Gonzagão: "O Rei do Baião é um capítulo especial na minha vida. Com ele viajei por todo o nordeste e fiz os melhores São João de Campina Grande, cidade onde nasci e para onde vou todos os anos". Caso estivesse vivo, Gonzagão poderia ter sido o motorista que levaria Zé Calixto para Conservatória. "Para ele", lembra o amigo, "não havia mal tempo, estradas impossíveis de atravessar, sempre foi um cabra-macho decidido, fiel condutor da música e dos amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois tinham boa diferença de idade e se conheceram numa rádio em Campina Grande. Zé Calixto ofereceu para Gonzagão uma música de sua autoria, que o grande forrozeiro registrou em seu gravador de fita de rolo. Quando se encontraram um ano depois no Rio de Janeiro, para onde Zé Calixto veio em 1959, soube que a gravação tinha sido apagada acidentalmente: "Tudo bem, desenvolvemos a amizade, que é assim: através dos erros que conhecemos os amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou a evocar Luiz Gonzaga ao contar episódio em que, caminhando pelas ruas sonoras de Conservatória uma outra vez, foi questionado por uma moça sobre o seu "instrumentinho", que ela apreciara muito mas que nunca havia visto ou ouvido falar: "É... amiga, foi neste instrumentinho aqui que o pai do Gonzagão, o Januário, deu seus primeiros passos, assim como o próprio Luiz Gonzaga. O Sivuca e o Dominguinhos, o último, filho de afinador, também fizeram nele a glória da qual sou um humilde servidor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Museu da Seresta e da Serenata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Durante a noite, no &lt;a href="http://www.capitaldaseresta.kit.net/museu.htm"&gt;Museu da Seresta e da Serenata&lt;/a&gt;, no centro de Conservatória, Zé Calixto tocou com os violões centenários e fez pousar nos corações a "Asa Branca" com a Rosinha de verdes olhos. Membro da União Brasileira de Compositores (UBC), ele se sentiu feliz de ver nas paredes fotografias de colegas que por ali passaram: Edson Menezes, Bidú Reis, Raul de Barros, João Roberto Kelly, Bob Nelson e Getúlio Macedo. "Como compositor, desde 1968 sou membro da UBC, que protege meus direitos autorais. Criei choros, forrós e outros gêneros. A obra mais conhecida do Zé Calixto” – diz, falando de si na terceira pessoa – “é a gravação de 'Escadaria', que é sempre lembrada faz 45 anos. O autor é o Pedro Raimundo, eu fiz interpretar e por esta interpretação entrei na História da música brasileira. E cada vez que esta obra é levada pela TV, por uma rádio ou é reproduzida numa festa, ganho o que me é de direito como intérprete".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para os seresteiros, receber as visitas dessas personalidades emociona. Tem relação com o reconhecimento da importância de nossa localidade para a canção de amor que veneramos. Nossa missão é manter a canção viva, inclusive todas as obras dos compositores da UBC", afirma a seresteira Marluce, que nas madrugadas de sexta e sábado caminha na serenata ao lado de Joubert Freitas, um dos fundadores do movimento da seresta há 60 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.seresteiros.com.br/museu_vicente_celestino.htm"&gt;Museu Vicente Celestino&lt;/a&gt;, Zé Calixto encontrou imagens daquele com quem viveu momentos inesquecíveis – Jackson do Pandeiro. "Eu conheci o Jackson ainda na Paraíba, acompanhando meu pai num Pastoril. Eu era um menino de 9 ou 10 anos, ele já era um homem feito. Comecei a tocar minha sanfona de oito baixos e lembro que ele ficava encantado com o menino aqui", conta o sanfoneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conterrâneo de Alagoa Grande acabaria se tornando seu colega de trabalho: "Depois o Jackson foi embora para o Rio e São Paulo. Cidades onde o reencontrei e onde resolvemos fazer uma temporada, onde gravamos com vários outros artistas. Terminamos formando a caravana ‘O Fino da Roça’, ao lado do Elino Julião, Genival Lacerda, Messias Holanda e muitos outros. O nordeste ficou aos nossos pés naquele ano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé Calixto conta sua trajetória&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Relembrando sua trajetória, Zé Calixto conta que foi aos oito anos que teve início sua amizade com a sanfona: "O meu pai, que a vida toda viveu de música, foi a minha principal referência artística, mas a verdade é que ele não achava bem eu menino seguir seus passos no fole. Mas eu tinha talento, teimava, as pessoas insistiam: 'deixa o menino tocar, Seu Dideu', que é como ele era conhecido, e aí não teve saída. Eu comecei a tocar e ganhar o meu dinheirinho com a música. Meus irmãos, o Bastinho e o Luizinho, fizeram a mesma coisa que eu"&lt;a id="_ftnref1" title="" href="http://www.ubc.org.br/#_ftn1" name="_ftnref1"&gt; &lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras músicas de Zé Calixto surgiram sem compromisso profissional: com a sanfona, ganhava os tostões com o qual a mãe comprava tecido para costurar, à mão, sem maquinário algum, suas calças curtas de menino. Aos 12 anos, já enfrentava sozinho bailes e festinhas caseiras. Nos 26 já estava sendo reconhecido. "Foi quando eu decidi me casar", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite para tocar no Rio de Janeiro, que mudaria o destino de sua carreira, veio ainda durante a lua-de-mel: "O compositor Antônio Barros, naquele ano, me convidou para tocar no Rio de Janeiro e me apresentar a uma gravadora. Fiz uma viagem de oito dias de ônibus numa estrada de chão de terra batida, mas valeu a pena. O José Loureiro, o então diretor da empresa, gostou do meu jeito na sanfona, e redigiu o primeiro contrato de minha vida. Foi ele quem me 'batizou' com o nome artístico de 'Zé Calixto'. Pouco tempo depois eu estava no estúdio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o primeiro dinheiro que ganhou, o sanfoneiro voltou à Paraíba para trazer sua “calanguinha” – modo carinhoso como ele às vezes chama D. Rita – para o Rio de Janeiro, onde os dois vivem desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afinação na sanfona e no bilhar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na sala de jogos do &lt;a href="http://www.hotelrochedo.com.br/home.html"&gt;Hotel Fazenda Rochedo&lt;/a&gt;, onde ficou hospedado, Zé Calixto disse que sempre gostou de bilhar francês. “Pra jogar a carambola, é preciso ter boa pontaria e afinar o olhar, ter muita segurança nas mãos, porque o erro praticamente não pode existir”, diz. Talvez esse exercício de afinação do olhar e firmeza nas mãos seja o que lhe ajuda na busca pela exatidão na afinação do fole: "Quando vou à Feira de São Cristóvão, acompanho a venda de instrumentos musicais. Caso seja necessário, estou ali para afinar. Tenho capacidade de executar esse serviço por conta da minha formação, por ser nordestino, por saber por onde e como passam os sons".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Zé Calixto, que faz em seus instrumentos uma afinação “de ouvido” (a qual, na sua opinião, é superior à feita com diapasão em oficina), a afinação dada pelo músico nordestino “é única, nem os criadores dos instrumentos são capazes de reproduzir a escala cromática que só o nordestino conhece”. O músico leva até 15 dias para afinar uma sanfona de oito baixos, e 30 no caso de um acordeão grande. Bom mesmo é apreciar o resultado de tanta perícia e esmero, como no café da manhã na &lt;a href="http://www.pousadamartinez.com.br/"&gt;Pousada Martinez&lt;/a&gt; em que Zé Calixto, ao lado de Ronaldinho do Cavaquinho e Deon – figuras já conhecidas de quem visita Conservatória –, emocionaram com canções como “Último pau de arara” e “Delicado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de Zé Calixto a Conservatória foi, sobretudo, uma possibilidade para que, como outros artistas da UBC que já visitaram a localidade (por conta do projeto “Viva o Compositor”), ele pudesse ver de perto a cidade que não se esquece desses grandes compositores brasileiros, a cidade que executa suas obras, venera suas imagens nos museus e recebe cada um deles como se fora um velho amigo que nunca viram, mas... que sempre ouviram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discografia de Zé Calixto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;• Forró de Seu dideu/Polquinha brejeira (1960) Sinter 78 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;• Oito baixos no frevo/Forró em Serra Branca (1960) Sinter 78 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;• Forró em Campina Grande/Xote em fá (1960) Sinter 78 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;• Bodocongó/Bossa-nova em oito baixos (1960) Sinter 78 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;• Arrodeando a fogueira/Apertadinho (1961) Philips 78 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;• A pisada é essa/Tempo de milho verde (1963) Philips 78 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;• Zé Calixto (1973) CBS LP&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.dicionariompb.com.br/"&gt;http://www.dicionariompb.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fotografia&lt;/strong&gt;: Nubbia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto “Viva o Compositor” conta com os seguintes parceiros em Conservatória:&lt;br /&gt;- Hotel Fazenda Rochedo&lt;br /&gt;- Pousada “Sol Maior”&lt;br /&gt;- Pousada “Serras Verdes”&lt;br /&gt;- Pousada “Martinez”&lt;br /&gt;- Restaurante “Dó, Ré, Mí”&lt;br /&gt;- Museu da Seresta e Serenata&lt;br /&gt;____________________________________________&lt;br /&gt;*Os autores do texto: Clarissa Alves Machado é jornalista e Luiz Carlos Prestes Filho é diretor de filmes documentários para TV e cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="_ftn1" title="" href="http://www.ubc.org.br/#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: Bastinho Calixto, segundo filho de Seu Dideu e D. Maria Calixto, fez músicas que fizeram sucesso na voz de artistas como Tim Maia (“O Adeus de quem tanto amei”), Elba Ramalho (“Toque de fole”) e o Trio Nordestino ("Vamos lê lê lê"); Luizinho Calixto, filho caçula, também é sanfoneiro. Ambos são sócios da UBC.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Matéria publicada no site da União Brasileira dos Compositores em 12/02/2008 )&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-3649669667058772093?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/3649669667058772093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/02/matria-publica-no-site-da-unio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3649669667058772093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/3649669667058772093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2008/02/matria-publica-no-site-da-unio.html' title=''/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5YAlV_LUsXM/R8bGWJLUczI/AAAAAAAAAAM/gw2FpI0M1ms/s72-c/Z%C3%A9+Calixto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-6527284515946127138</id><published>2007-07-17T07:32:00.000-07:00</published><updated>2009-12-14T04:25:20.345-08:00</updated><title type='text'>The once and future king</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;“The once and future king” is a reinterpretation of King Arthur’s legend by TH White. The novel was first published in 1958, and considering the poor condition of the book I have in my hands – its cover as well as some of its pages are gone, there are several pages dog eared at the corners, not to mention they're completely yellow –, I have reason to believe I’m reading one of the first editions…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;The book is divided into four chapters. The first one, “The sword in the stone” chronicles the story of Wart, a boy who dreamed of being a knight but who was condemned by birth and rank to be a mere squire (a kind of personal servant attendant upon a knight) of his foster-brother, Kay. Nonetheless, Wart turns out to be the only one able to pull out the Excalibur sword of the stone and anvil, being, therefore, “right-wise King born of all England”. From now on he must be called only King Arthur, and even his former guardian, sir Ector, and his foster-brother must kneel down before him.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;The second part of the book, "The queen of air and darkness", &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(to be continued)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-6527284515946127138?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/6527284515946127138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2007/07/once-and-future-king.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6527284515946127138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/6527284515946127138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2007/07/once-and-future-king.html' title='The once and future king'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6564208854173383064.post-4327039360019096355</id><published>2007-07-16T19:59:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T14:40:14.792-07:00</updated><title type='text'>Amor à segunda vista (viagem a Conservatória)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No último final de semana, visitei a cidade de Conservatória com a minha filhota e o “carinha” que, descobri, eu amo. A primeira vez que estive lá foi há dois anos, quando trabalhei acompanhando grupos de trabalho que se reuniam na Casa de Cultura de Conservatória para pensar o Arranjo Produtivo Local (APL) da cidade (um dia falo melhor dessa história). Fui então a convite – coincidência? – desse mesmo carinha...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Essa primeira passagem na cidade se deu numa quarta-feira, dia de semana. Tudo o que vi foi uma Conservatória calada, silenciosa, de portas fechadas. Essa imagem, somada ao fato de que eu estava a trabalho, deixou a impressão de que a cidade não tinha nada demais. O mais interessante daquela visita havia sido a experiência de tranqüilamente abandonar a minha bolsa na Casa de Cultura quando saí com um grupo para dar uma volta na pracinha da cidade, algo inusitado para uma carioca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conservatória que conheci nesse final de semana, porém, era outra. É nos finais de semana que essa dama bota o mais belo vestido, veste o sorriso mais catito e cata a poesia mais bonita para encantar os turistas que vêm conhecer a cidade das serestas e serenatas... (Em tempo: somente visitando Conservatória é possível entender a diferença entre seresta e serenata, que nem o Aurélio nem a Larousse costumam indicar: seresta é o canto em ambiente fechado; serenata, o canto ao ar livre, à noite, sob a luz das estrelas e do luar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A chegada. &lt;/strong&gt;Nós fomos muito bem recebidos na pousada das Serras Verdes, de um casal maravilhoso, o Danilo e a Regina. Danilo é um piadista convicto, está sempre fazendo graça, tem um riso que faz a gente se sentir em casa. Regina é uma pessoa incrível... carinhosa, generosa, uma alma que encanta em poucos instantes. Conheci dois dos filhos do casal, a Rejane e o Fabrício. A Rejane tem uma menininha linda, a Luíza, que virou coleguinha da minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pousada tem uma estrutura similar a um camping, com seis chalés simples e charmosos. Nós chegamos num sábado cheio de sol; fiquei surpresa com o calor que fazia (quando o sol se põe, no entanto, a temperatura cai sensivelmente). Assim que chegamos, fomos brincar de gangorra... não nego que uma das melhores lembranças que tenho dessa viagem é o sorriso do meu eleito brincando de gangorra comigo e com a Gabriela... Gabi, aliás, se esbaldou tanto correndo de um canto a outro, que acabou indo dormir, sem relutância, às 19h - coisa absolutamente inédita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma outra Conservatória. &lt;/strong&gt;Foi na noite desse sábado que conheci esse outro lado da cidade que a tornou tão popular.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Festas julhinas inesquecíveis nas pousadas, bares e restaurantes funcionando a todo vapor, e a Serenata - essa espécie de catarse musical da cidade - saindo tradicional e pontualíssima pelas ruas do centro urbano de Conservatória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Conheci o Cine Centímetro, um lugar simplesmente inacreditável: o espaço é uma réplica do Cine Metro Tijuca, demolido nos anos 1970. Mas contando não tem graça; só conhecendo para entender. Saí simplesmente maravilhada!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não tive a oportunidade de visitar a Serra da Beleza, lugar onde, dizem, já ocorreram e continuam ocorrendo uma série de avistamentos ufológicos. Mas tudo bem. Não vi discos voadores, mas o céu de Conservatória, cheio de luzes e luzinhas, já valeu a pena. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como sempre acontece quando eu estou do lado desse grande amor, eu saí muito mais rica. Aprendi, conheci e senti um mundo de coisas. Sorvi outros ares. Voltei cheia de idéias e de inspiração – e com uns gramas a mais, diga-se de passagem (será que o amor engorda?). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É sabido que a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros - escrito assim, fica até clichê. Mas preciso falar desse jeito para explicar que o meu amor por Conservatória é um amor de reencontro. Um amor de retorno. Um amor forte. A imagem que vai ficar da cidade é a última: uma Conservatória viva, mágica, romântica e envolvente. Inconcebível se desgarrar dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6564208854173383064-4327039360019096355?l=clarissahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/feeds/4327039360019096355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2007/07/amor-segunda-vista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4327039360019096355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6564208854173383064/posts/default/4327039360019096355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissahipertexto.blogspot.com/2007/07/amor-segunda-vista.html' title='Amor à segunda vista (viagem a Conservatória)'/><author><name>ClarissaMach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13818882840125902672</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
